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Alfabetização e aceleração escolar com estimativas muito animadoras

O Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, na província do Namibe, conhece agora um quadro bastante positivo, na medida em que todos os municípios e comunas desenvolvem acções para ensinar a ler e a escrever centenas de adultos.

Milhares de alfabetizandos na província na sua maioria mulheres estão matriculados com objectivo de aprender a ler e a escrever
Fotografia: Jornal de Angola

O Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, na província do Namibe, conhece agora um quadro bastante positivo, na medida em que todos os municípios e comunas desenvolvem acções para ensinar a ler e a escrever centenas de adultos.
A erradicação do analfabetismo, até 2017, de acordo com o plano estratégico para a revitalização da alfabetização, continua a ser uma aposta forte dos responsáveis da coordenação do programa.
O coordenador do Programa, Serafim Miguéns, salienta que se deve contar com a sensibilização dos parceiros sociais que abraçam o programa, uma vez que têm dado um grande contributo para que o projecto corra sem grandes sobressaltos.
Este ano, disse o responsável, foram inscritos 6.355 alfabetizandos, dos quais 3.841 são mulheres. As aulas são asseguradas por 300 alfabetizadores, entre eles, 77 agentes do sexo feminino, distribuídos em 109 centros.
O município sede (Namibe) conta com 37 centros e 188 alfabetizadores, o Tômbwa, com 21 alfabetizadores e sete centros, a Bibala, 46 alfabetizadores e 53 centros, o Virei com seis alfabetizadores e quatro centros e Camucuio tem 39 alfabetizadores e oito centros.
No que diz respeito ao período pós-alfabetização, para o módulo dois, a província tem 1.589 alunos, dos quais 943 são mulheres, com aulas asseguradas por 86 professores. O coordenador disse que existem actualmente 36 escolas inclusivas dentro do Programa de Aceleração Escolar, com 86 turmas.
Serafim Miguéns salientou que, em relação ao módulo três, tem um total de 1.432 matriculados, dos quais 856 são mulheres. Neste módulo existem 33 professores, 12 escolas e 33 turmas, disse, para adiantar que a Bibala e o Camucuio não funcionam ainda com o terceiro módulo, prevendo o seu início no próximo ano.

Reforço do programa


Serafim Miguéns referiu que foram recrutados mais 50 alfabetizadores e que os contratos já foram encaminhados para os órgãos centrais em Luanda.
Quanto à distribuição de manuais, aquele responsável disse que a instituição depara-se com algumas dificuldades. “Tendo em conta o número de turmas, não é possível que cada alfabetizando tenha um livro, embora isso aconteça em algumas turmas.” Para minorar esses constrangimentos, salientou que houve necessidade de agrupar os alunos para que todos pudessem beneficiar dos manuais.
Esse défice é também sentido nos manuais de módulos dois e três, avançou Serafim Miguéns, que reconheceu o apoio de algumas ONG, principalmente na Bibala, onde com o seu patrocínio se conseguiu reproduzir cerca de 300 manuais de módulo 2.
“Outras entidades singulares ou colectivas podem estender a mão para apoiar a coordenação do programa de alfabetização”, apelou.

Dificuldades de transporte

A maior dificuldade do programa reside na falta de meios de transporte, revelou o coordenador do programa. Apesar das dificuldades, uma vez que a provincia não beneficiou de meios rolantes, o Governo Provincial do Namibe tem encontrado os mecanismos necessários para que o programa não pare.
O responsável disse que há também necessidade de se adquirir outros meios, como quadros pretos e giz, cadernos, lápis, borrachas, esferográficas, entre outros, para serem distribuídos de forma gratuita, no sentido de estimular os agentes e alfabetizandos.
O coordenador do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar lançou um repto aos administradores municipais, para que apoiem mais as acções de alfabetização a nível das suas áreas de jurisdição.

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