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Alta taxa de fecundidade na província do Namibe

João Upale |

O inquérito de indicadores múltiplos e de saúde (IIMS 2015-2016) realizado no país, com o objectivo de fornecer informações actualizadas relativamente à situação dos homens, mulheres e crianças e medir o estado actual de alguns indiciadores chaves, foi apresentado ao público na cidade de Moçâmedes, no Namibe.

Mulheres da região são aconselhadas a frequentar as consultas de planeamento familiar
Fotografia: José Cola | Edições Novembro

O documento atribuiu uma taxa global de 6,7 por cento de fecundidade na província (número de filhos por mulher, para os três anos anteriores ao inquérito).
A percentagem de mulheres actualmente casadas e/ou em união de facto, de 15 aos 45 anos, que usam os métodos contraceptivos modernos é de 18 por cento e de partos ocorridos em unidades sanitárias, nos cinco anos anteriores ao inquérito, é de 52 por cento.
No Namibe a percentagem de crianças de 12 a 23 meses que receberam as vacinas de BCG, sarampo, três doses de pentavalente e da vacina contra a poliomielite (excluindo poliomielite ao nascer) corresponde a 30 por cento.
O responsável do Instituto Nacional de Estatística (INE), João de Sousa, que procedeu à apresentação do IIMS disse que na província do Namibe 28 por cento das crianças dos zero aos cinco anos têm o registo de nascimento, 79 por cento das mulheres sustentam o agregado familiar e 35 por cento de agregado familiar são chefiados por mulheres. Outros dados indicativos dão conta que 34 por cento de crianças menores de cinco anos apresentam malnutrição crónica e a percentagem de agregados familiares com pelo menos um mosquiteiro tratado com insecticida de longa duração (MTILD) é de 45 por cento.
No que diz respeito à prevalência de malária nas crianças de 6 aos 59 meses com resultado positivo no teste de diagnóstico rápido (TDR), a província do Namibe bateu o “record” de um por cento, liderado pelo Cunene, com menos de 1. No Namibe, 43 por cento dos homens utiliza a Internet, disse o apresentador do INE, João de Sousa.
Ainda no Namibe, no que se refere ao teste de VIH, 34 por cento de mulheres e 15 de homens entre os 15 aos 49 anos foram testados nos doze meses anteriores ao inquérito e receberam os resultados do último teste. A prevalência tem uma percentagem de homens (0,4) e mulheres (3,0), de 15-49 anos. Já a prevalência da doença entre os jovens de 15-24 anos é de 2,3 em mulheres e menor de 0,1 em homens. A amostra efectuada, segundo o informe, garante representatividade a nível nacional, provincial, urbano e rural.
O inquérito de indicadores múltiplos e de saúde (IIMS 2015-2016) foi realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, em colaboração directa com o Ministério da Saúde e o do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial (MPDT).
A coordenação do inquérito esteve a cargo do INE, com a colaboração do Ministério da Saúde (MINSA) e a assistência técnica da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e da ICF, através de The Demographic and Health Surveys Program (The DHS Program) e apoio logístico da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O inquérito foi financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), através dos fundos da Iniciativa do Presidente dos Estados Unidos para o Controlo da Malária (PMI) e do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para Alívio da Sida (PEPFAR), Banco Mundial, através do Programa de Municipalização da Saúde do Ministério da Saúde, UNICEF e do Governo de Angola.
A vice-governadora do Namibe para o Sector Político e Social, Josefa Rebeca Cangombe, realçou a redução dos índices da malária na província, que contribuiu significativamente  na diminuição de mortes de crianças menores e suas progenitoras nos hospitais locais.

Ensino superior

A Universidade Mandume Ya Ndemufayo adoptou políticas direccionadas para a gestão parcimoniosa dos recursos alocados ao orçamento da instituição, como forma de garantir o normal funcionamento das unidades orgânicas em tempo de crise.
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