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Alunos no Namibe são informados sobre os direitos dos consumidores

Afonso Costa | Namibe

O Dia Internacional dos Direitos do Consumidor na província do Namibe ficou marcado por uma palestra, no pátio da escola do primeiro ciclo João Paulo II, presenciada por mais de uma centena de estudantes de diversas instituições escolares da sede da província.

Inspecção regular dos produtos por parte do Instituto do Consumidor garante a qualidade
Fotografia: Rogério Tuti

O Dia Internacional dos Direitos do Consumidor na província do Namibe ficou marcado por uma palestra, no pátio da escola do primeiro ciclo João Paulo II, presenciada por mais de uma centenas de estudantes de diversas instituições escolares da sede da província.
   O encontro visou levar a informação aos alunos sobre os direitos que têm como consumidores e de informar a outros da existência de um núcleo provincial do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, onde podem recorrer quando verificarem anomalias na compra de produtos, de acordo com o director provincial Alberto Sobrinho.
“As crianças são consumidores que dependem dos pais, encarregados de educação e dos adultos em geral, por isso poucas sabem dos seus direitos e onde recorrer quando se sentirem lesadas.
Acreditamos que a partir daqui elas vão ter mais cuidado com o que consomem e também indagar os adultos no caso de verem os seus direitos violados”, garantiu.
Alberto Sobrinho disse que, “educando as crianças, estamos automaticamente a educar os adultos, porque a partir desta palestra os petizes vão de certeza prestar mais atenção nas compras dos bens e no que se consome em casa”.
Amélia Serafim, estudante, disse ter aprendido muito sobre consumo e ficou a saber que existe uma instituição onde pode reclamar os seus direitos. “Vou a partir daqui ter muito cuidado com aquilo que se consome e também transmitir o que aprendi aos meus amigos, vizinhos e parentes sobre os seus direitos e que existe uma instituição onde podem recorrer quando virem os seus direitos violados”.
O Director do Instituto Nacional dos Direitos do Consumidor (INADEC) do Namibe, garantiu que o consumidor namibense, de um modo geral, tem cumprido as exigências para um bom consumo e reclamado quando vê os seus direitos violados.
“Temos registado alguns casos de produtos não aconselhados para o consumo humano, devido principalmente ao longo tempo de armazenamento, venda de pão e outros produtos com dinheiro na mão, situações estas que têm merecido reparo dos consumidores que chegam à nossa instituição”. A rotulagem dos produtos tem sido muito abordada pelos consumidores e, por isso, Alberto Sobrinho apela a todos a prestarem muita atenção, porque “ela deve estar sempre em língua portuguesa para ajudar o consumidor a compreender a data e o período de validade do produto; caso contrário, deve informar o instituto para a devida averiguação”.
A falta de pessoal para inspecção e vistoria dos produtos é uma das preocupações do instituto que, com os poucos funcionários que tem, procura fazer cobertura provincial.
Aquele responsável aconselhou os consumidores a terem muito cuidado com o consumo da água e o sal, principalmente nesta altura em que a província vive o problema das chuvas.  Chamou também a atenção para as doenças causadas pelas mãos sujas na ingestão de alimentos.

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