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Baixam os casos de seroprevalência

João Upale | Namibe

O número de casos de doentes infectados pelo vírus da SIDA na província do Namibe diminuiu consideravelmente nos últimos tempos, na sequência de palestras realizadas em locais mais populosos, revelou nesta cidade o chefe do departamento provincial da Saúde Pública e controlo de endemias, Franco Mufinda.

As pessoas infectadas pela doença podem viver mais tempo caso recorram ao hospital
Fotografia: Jornal de Angola

O número de casos de doentes infectados pelo vírus da SIDA na província do Namibe diminuiu consideravelmente nos últimos tempos, na sequência de palestras realizadas em locais mais populosos, revelou nesta cidade o chefe do departamento provincial da Saúde Pública e controlo de endemias, Franco Mufinda.
O responsável referiu que, à medida que o número de unidades sanitárias, centros e salas de aconselhamento e testagem voluntária foi aumentando, as pessoas passaram a ter maior preocupação em saber o seu estado de saúde e admitiu ter sido uma das questões fundamentais para a redução da endemia na província, além das campanhas realizadas nas igrejas, unidades policiais e militares, e em mercados.
Em 1010, em cada 100 pessoas que se dirigiram às unidades sanitárias para testagem do VIH/SIDA, 7,6 deram resultado positivo, disse o responsável, havendo um decréscimo de 3,1 por cento em relação ao sexo masculino.
Relativamente ao sexo feminino, Franco Mufinda explicou que os números mantiveram-se praticamente inalteráveis, pois em cada 100 mulheres que, em 2010, fizeram teste voluntário, 6,2 resultaram positivo, contra 6,1 no presente ano. “As ­pessoas infectadas por essa doença podem viver mais tempo, caso recorram aos hospitais em busca de assistência médica e medicamentosa. Hoje, a SIDA tornou-se numa patologia crónica, como a diabetes, a hipertensão arterial ou outras enfermidades que não têm solução ou cura”, recordou.
O centro de aconselhamento e testagem voluntária no Namibe realizou, durante o terceiro trimestre deste ano, 1.397 aconselhamentos a adultos, dos quais 766 do sexo feminino, havendo um acréscimo de 105 casos nos homens em relação a igual período do ano anterior. Já na faixa feminina, nesse período, 255 pessoas foram aconselhadas.
O responsável da saúde esclareceu, contudo, que a situação tende a melhorar. Em 2011, foram registados 29 casos positivos entre os homens contra os 8 em 2010, “havendo um aumento brusco nessa etapa”. A nível do sexo feminino, houve o registo de 49 casos positivos em 2011 contra 16 do ano precedente.

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