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Cainde ganha novo complexo escolar

João Upale | Cainde

Mais jovens da comuna de Cainde, município do Virei, na Província do Namibe, já podem estudar em melhores condições, ao ganharem um novo complexo escolar, denominado “11 de Novembro”.

Objectivo das autoridades administrativas da comuna de Cainde é inserir todas as crianças no sistema normal de ensino
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro | Dongo

Com doze salas de aulas, para um universo estudantil de 1.260 alunos, a instituição vai funcionar em três períodos, manhã, tarde e noite. O estabelecimento foi construído no âmbito do Programa de Investimentos Públicos.
Joana Mumati, uma menina de nove anos, a frequentar a quarta classe, frisou, em mensagem, que o povo de Cainde manifesta o seu grande regozijo ao testemunhar a inauguração e entrega de uma escola, com doze salas de aulas.   
Com a construção desta escola, referiu Joana Mumati, fica patente o esforço do Executivo em resolver todas as preocupações atinentes à erradicação do analfabetismo no seio das comunidades, independentemente das localidades onde estas se encontram.
A menina, em nome de todas as crianças do Cainde, expressou a sua vontade de estudar, cada vez mais e melhor, de maneira a responder aos anseios desta grande e imensa Angola. Joana Mumati comprometeu-se, em nome dos demais alunos, a cuidar da nova escola. “Não temos palavras que possam descrever a nossa alegria. A única maneira de retribuir este grande feito do Executivo e em particular do Governo Provincial é aplicarmo-nos cada vez mais aos estudos e conservar este património”. Quanto ao sector da Saúde, o chefe do Posto Comunal, Daniel Augusto, apontou a malária como a principal patologia que assola as comunidades. De Janeiro a Maio do presente ano foram notificados 1.509 casos, sem nenhum óbito. Seguem-se as doenças diarreicas agudas, com 981 casos, e infecções urinárias (gonorreia e sífilis) com 520, perfazendo um total de 16.339 casos de doenças diversas diagnosticadas na região.

Medicamentos suficientes

Daniel Augusto disse que o abastecimento de medicamentos tem sido regular, uma vez que são contemplados mensalmente a partir da sede provincial e/ou comunal. “O stock de medicamentos é suficiente para atender a demanda dos pacientes”, afirmou Daniel Augusto, que lamentou a insuficiência de ambulâncias para o pronto-socorro, tendo acrescentado que as duas que existiam na comuna estão inoperantes há um ano, por falta de pneus e eixos.
Durante o mesmo período, de Janeiro à Maio, foram realizados 62 partos, com a ajuda de dez parteiras tradicionais, distribuídas nas oito localidades que a unidade sanitária controla na comuna, segundo Daniel Augusto. Um total de 94 consultas pré-natais e de obstetrícia também foram realizadas, durante o período em referência.
O funcionamento do único posto de saúde é assegurado por dez técnicos, dos quais dois trabalham na sede comunal, sendo os restantes distribuídos pelas povoações de Uchinda, Mongotunda, Vitchaviva, Luvale, Hanja Chakutu e Sayona. Daniel Augusto disse que o número de técnicos é insuficiente para cobrir a região, que necessita de mais oito enfermeiros.

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