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Caminho-de-Ferro de Moçâmedes prevê aumentar as receitas em 2019

Domingos Mucuta | Lubango

O Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM)prevê, para o próximo ano, aumentar o volume de receitas dos actuais 400 milhões de kwanzas para mais de mil milhões em 2019,  devido  ao investimento que vai fazer em termos gerais , anunciou  ontem, no Lubango, o presidente do conselho de administração da empresa.

Corredor ferroviário de Moçâmedes/Lubango /Menongue vai ser reforçado com novas composições provenientes dos EUA
Fotografia: Domingos Mucuta-Lubango | Edições Novembro

Daniel Kipaxe, que falava à margem da II Reunião  Or-dinária Alargada da instituição, disse que apesar do volume de receitas “aparentemente alto”, a empresa ain-da não pode precisar o prazo exacto para o retorno do investimento realizado pelo Estado na reabilitação e modernização das principais infra-estruturas do CFM.
 “Conseguimos arrecadar este ano algum lucro, mas para o pacote de gastos da empresa, entre obrigações salariais com trabalhadores,  segurança social, seguro de saúde, manutenção, combustíveis,  tal lucro continua  insignificante”, argumentou.
 Daniel Kipaxe disse que para o alcance das projecções a empresa tem de triplicar também as frequências de viagens semanais. Neste ano, foram efectuadas  semanalmente 36 viagens de passageiros e mercadorias  a partir do Lubango para Moçâmedes e Menongue.
“Os investimentos nos caminhos-de-ferro são sempre recuperáveis a longo prazo. Após a construção do Caminho-de-Ferro de Benguela, por exemplo, foi dada uma concessão  de 100 anos ao construtor para a recuperação de investimento realizado pela primeira vez. No nosso caso, tudo depende da conjuntura económica do mercado”, sublinhou.    
O responsável adiantou que o CFM vai triplicar o número de viagens de Moçâmedes para o Lubango e aumentar as composições de carga para o transporte de granito do Lubango para o Namíbe,” enquanto se aguarda pelo  arranque da exploração de minas de ouro e de ferro em Cassinga e na Jamba mineira”.
 “O CFM tem de forma parcial a exclusividade no transporte de granito, à luz do acordado entre os governos das províncias da Huíla e do Namíbe. Trata-se de um programa que visa evitar a transportação de blocos de granito em camiões para não danificar este material”, disse, acrescentando na mesma linha que “a empresa vai investir, no segundo trimestre do próximo ano, em painéis solares para substituir os geradores, com vista  a iluminação das estações e dos centros de comunicações”.
Daniel Kipaxe revelou que a comunicação sobre a circulação de composições é feita através de rádios VHC,  facto que garante a segurança plena e sem riscos de acidentes.
 O Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, que tem um elenco composto por mais de mil trabalhadores, funciona com 27 locomotivas adquiridas nos Estados Unidos, número que deverá aumentar, no próximo ano, para mais 31 composições.

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