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Camponeses precisam de tractores

João Upale| Namibe

Camponeses da cooperativa agropecuária “FORP”, na aldeia de Tiambo, a 78 quilómetros da cidade do Namibe, clamam por apoios, preocupações que foram encaminhadas para o governador durante uma visita que este efectuou à localidade.

Governador Rui Falcão ficou impressionado com os produtos que são cultivados em Tiambo
Fotografia: Afonso Costa|Namibe

Os camponeses pedem ajuda para a aquisição de tractores e alfaias, sementes, hortícolas, enxadas, catanas e outros instrumentos de trabalho.Além dos equipamentos, os camponeses associados em cooperativa solicitam ao Governo Provincial a instalação de furos de água no sentido de facilitar o regadio, o que aumenta a produção e a produtividade.O camponês João Miúdo Joaquim, que em nome da comunidade se dirigiu ao governador Rui Falcão, pediu igualmente a reabilitação da via que dá acesso à aldeia, com vista a facilitar o escoamento de produtos do campo para a cidade.
A construção de uma escola e de um posto médico, com os seus equipamentos, e a colocação de técnicos para estes dois sectores constituem também outras preocupações da população.
No domínio da pesca artesanal, a comunidade de Tiambo depara-se com a falta de motores, redes de pesca, bóias, cabos, anzóis e outros materiais necessários para melhorarem as suas actividades.O governador Rui Falcão disse que as autoridades vão desenvolver esforços para que se resolvam os principais problemas.“O tractor é muito útil aqui, por isso vamos mandar um completo, com charrua e grade”, garantiu ogovernador, tendo reiterado a necessidade da abertura de mais furos de água com qualidade.
Rui Falcão prometeu para breve a distribuição de sementes e equipamentos necessários para a produção agrícola.
A cooperativa tem 25 hectares preparados para a próxima campanha agrícola. Outros 25 hectares estão já semeados e plantados, com destaque para o tomate, cebola, alho, pimento, beterraba, batata e mandioca.
A previsão de colheita, na presente campanha, é de 100 toneladas, fruto do trabalho desenvolvido por 118 camponeses, dos quais 50 são mulheres. O presidente da cooperativa, Felisberto Paulo, reconheceu o apoio que têm recebido do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).
Quanto aos excedentes das colheitas, o presidente da cooperativa considera que este é um dos problemas que mais afligem os camponeses, devido à distância que os separa dos mercados de consumo.
A falta de câmaras frigoríficas para a conservação dos produtos é outro problema que dos camponeses. “Para não deixar estragar os produtos, somos obrigados a deixar que os clientes ditem os preços”, lamentou.
O responsável da cooperativa disse que os principais mercados de consumo dos bens aproduzidos são Namibe, Lubango, Benguela e Luanda.

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