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Centenas de adultos aprenderam a ler e escrever

João Upale| Namibe

O novo método de alfabetização, denominado “Sim, eu posso”, permitiu que 806 pessoas aprendessem a ler e escrever ao longo do corrente ano, no município do Namibe.

Director municipal da educação no Namibe encorajou os formadores a não desistirem apesar de enormes dificuldades por que passam
Fotografia: Angop

O projecto teve assessoria cubana na formação técnica, metodológica dos supervisores e facilitadores. 
As aulas foram asseguradas por 33 facilitadores, em igual número de salas, para um universo de 1.267 alunos inicialmente matriculados.
O projecto teve também a participação de igrejas, Forças Armadas Angolanas (FAA), Polícia Nacional, autoridades tradicionais, sindicatos, instituições públicas e privadas, ONG e demais parceiros sociais do programa de alfabetização na província do Namibe.
Jovita Chocovie, uma das beneficiárias, disse que as aulas de alfabetização, principalmente com o método “Sim, eu posso”, vão ajudar muita gente a aprender a ler e escrever. José Chimuco João, um dos formadores, disse ao Jornal de Angola que este processo é um excelente instrumento do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, garantindo melhor interacção entre o professor e o aluno, criando um ambiente pedagógico propício para aprender a ler e escrever.
O facilitador lamentou alguns constrangimentos vividos durante o período da execução do processo, como as poucas visitas dos supervisores, resultantes do ínfimo número destes na província, e apela às autoridades competentes para o seu aumento, de forma a cobrir, nas próximas épocas lectivas, outras turmas, bem como a entrega de estímulos morais e materiais aos alfabetizadores.
O director municipal da Educação, José Tchalitchombela Paulino, encorajou os formadores a não desistirem, apesar de reconhecer as enormes dificuldades por que passam, para atingirem, até 2017, os objectivos almejados. 
Aos formandos pediu para apelarem aos parentes que ainda não saibam ler nem escrever no sentido de aderirem às aulas de alfabetização.
O chefe do deapartamento para o ensino, José Emílio Cawele, nifestou-se preocupado com o número de desistências. Informou, por outro lado, que a direcção da Educação fez a entrega de 300 carteiras para diminuir as salas criadas em lugares impróprios

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