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Cidadão mata esposa à pancada e suicida-se

João Upale

Um cidadão, identificado como Celestino Torres, de 43 anos, matou a sua esposa Laurinda Fernanda, 40 anos, à pancada, e depois suicidou-se.
O casal vivia no bairro Valódia, na cidade de Moçâmedes, mas o acto ocorreu a 14 quilómetros da capital da província do Namibe, no Giraúl de Baixo, em direcção à Baía das Pipas, na quarta-feira.

Fotografia: DR

A filha mais velha do casal, de 19 anos, vítima de um AVC, presenciou o infortúnio, segundo os Serviços de Investigação Criminal.
O triste episódio teve início quando Celestino Torres convenceu a esposa no sentido de  levarem a filha doente à cidade do Lubango, para tratamento médico, apesar do casal estar de costas viradas há mais de uma semana, como confirmam alguns familiares.
"O ambiente em casa não era bom. Constantemente os pais brigavam e ele prometia morte", conta a testemunha ocular.
O homicida-suicida, também conhecido por Tino Rasta, pegou na sua viatura BMW, apanhou a filha e a esposa e meteu-se na estrada, a caminho do local onde terá perpetrado o crime, segundo o inspector-chefe do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa dos Serviços de Investigação Criminal (SIC).
 André Marcelino acrescentou que a acção foi premeditada, já que foram encontrados no local os meios usados para o crime, no caso uma seringa contendo um líquido ainda não identificado, que, presume-se, tenha sido usado para neutralizar a vítima, e a corda com que se enforcou.
" Celestino Torres terá neutralizado a esposa, também conhecida por Careca, com o líquido da seringa. Depois arrastou-a para fora da viatura e desferiu vários golpes com uma pedra de betão na cabeça e na face da vítima, tendo-a desfigurado. Acto contínuo, retirou uma corda da sua viatura e terá consumado o suicídio, tudo na presença da filha, que, devido à doença, tem dificuldades de locomoção", referiu André Marcelino.
O porta-voz do SIC acrescentou que a vítima já tinha feito uma queixa à polícia, em Julho, a denunciar que era constantemente objecto de violência física, psicológica e ameaça de morte. Foi constituído um processo-crime, que corria os seus trâmites legais no departamento de combate aos crimes contra as pessoas, onde a segunda filha, de 18 anos, prestou declarações, já que também era ofendida e ameaçada de morte pelo pai.
O oficial do SIC disse que os crimes de violência doméstica estão a  preocupar a polícia e chama atenção àqueles que tenham conhecimento de algum casal problemático no sentido de participarem às  autoridades.         

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