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Comboio é pulmão do desenvolvimento

Estanislau Costa |Namibe

O Caminho-de-Ferro de Moçâmedes transporta diariamente 800 pessoas por viagem, com realce para a rota Lubango-Menongue, disse ao Jornal de Angola o seu presidente do Conselho de Administração.

Daniel Quipaxe lembrou que a reconstrução da linha férrea Namibe-Lubango-Menongue, que esteve paralisada há 20 anos, representa o maior presente para promover o crescimento e desenvolvimento.
Novos carris foram implantados nos 900 quilómetros de extensão e construídas 56 estações, subdivididas em três especiais, seis de primeira classe, 11 de segunda e 36 de terceira, já inauguradas. Os empreendimentos, referiu, possuem áreas de serviços administrativos, salas de espera, bilheteiras, restaurantes, agências bancárias e lojas. Os trabalhos começaram no município da Matala, seguindo para Menongue e posteriormente da Matala ao Namibe.
O projecto contemplou ainda acções como a edificação de 170 metros de túneis, 150 metros de sistemas de drenagem, 5.100 metros de pontes, modernização de todo o sistema ferroviário que permite o comboio circular a uma velocidade máxima de 100 km/h.
O Caminho-de-Ferro de Moçâmedes conta com equipamento mo­derno diverso para o transporte de passageiros e mercadoria.
Estão disponíveis 87 vagões para transporte de cisternas, contentores e rochas ornamentais exploradas em vários pontos da Huíla. Na província estão já o primeiro lote de carruagens, de primeira a terceira classe e restaurantes, assim como locomotivas novas que vão auxiliar as existentes na circulação regular do comboio, entre as cidades do Namibe, Lubango e Menongue.
A modernização do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes criou 700 postos de emprego. Os jovens admitidos vão assegurar o funcionamento das áreas de serralharia, mecânica, maquinistas, bilheteira, restaurante, contabilidade, administração, electricidade industrial, comunicações e outras.

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