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Discursos de paz e amor para campanha eleitoral

Manuel de Sousa |

O bispo da diocesse do Namibe, Dionísio Hisiilenapo, pediu a todos que estão envolvidos no processo eleitoral para que trabalhem com lisura, transparência, dedicação, entrega e amor à pátria para que as próximas eleições decorram num clima de paz.

Bispo Dionísio Hisiilenapo afirma que é preciso preparar a classe política para o processo
Fotografia: Afonso Costa

O bispo da diocesse do Namibe, Dionísio Hisiilenapo, pediu a todos que estão envolvidos no processo eleitoral para que trabalhem com lisura, transparência, dedicação, entrega e amor à pátria para que as próximas eleições decorram num clima de paz.
Os representantes dos partidos políticos, disse, são chamados a pautarem por discursos de paz que ajudem no resgate dos valores morais e cívicos das populações, para que as eleições de 31 de Agosto decorram sem tensão, fazendo do pleito um momento de alegria para o país.
“O povo angolano é humilde, simples, batalhador, generoso e só se agita quando é agitado. É preciso também preparar a classe política para as eleições, porque escutamos sempre discursos, pronunciamentos de raiva, nervosismo.
Vê-se que muitos deles não estão preparados para este processo, então eles também devem entrar na escola cívica e moral para poder lidar com o processo”, acresecentou Dionísio Hisiilenapo.
O líder da igreja católica no Namibe disse que há necessidade de se fazer um estudo forte a respeito da democracia em Angola, porque ela é nova no país.
 “É preciso saber que as eleições não fazem a democracia, mas sim a democracia é que gera as eleições”, considerou, dizendo que as eleições devem ocorrer em ambiente de festa, e não de tensão.
 Dionísio Hisiilenapo falou também da importância do trabalho imparcial e isento dos órgãos de comunicação social para que o processo ganhe a credibilidade necessária.
 O cepticismo de algumas pessoas que teimam em aderir ao processo por medo também preocupa a igreja. “A igreja católica faz o seu trabalho para ajudar a construir uma personalidade sadia na pessoa humana”.

Universal aconcelha fiéis a votarem

A Igreja Universal no Namibe, de acordo com o pastor Luís Inácio, tem estado a passar a mensagem aos seus crentes, e não só, no sentido de participarem no processo eleitoral e exercer o seu direito de cidadania no dia da votação.
“Estamos a informar o povo da igreja sobre os acontecimentos e o trabalho do Governo e da Comissão Nacional Eleitoral. O povo está informado da situação que o país está a viver, das mudanças, das eleições que se avizinham e as pessoas estão a aderir e participar no processo”.
O pastor apela a todos os angolanos a esquecerem as coisas do passado, a não sofrer pelas mágoas do passado, e tomar outro rumo para que o país cresça e para o bem de todos.Luís Inácio defende que a igreja, sendo uma instituição que baseia os ensinamentos nos valores bíblicos, tem também uma contribuição muito grande no resgate de valores morais, cívicos e culturais.
“Temos visto as advertências que os órgãos de comunicação social têm passado em relação à violência doméstica, à delinquência juvenil, e nós, enquanto igreja, também temos obrigação de orientar as pessoas a pautarem pelo bom comportamento”, frisou.

Metodista aposta no resgate dos valores

O reverendo Simão Joaquim Mavanda, da Igreja Metodista Unida em Angola, disse que a sua instituição está preocupada com a perca de valores, razão pela qual coloca sempre uma escola ao lado do templo, para que para além das mensagem bíblicas, os filhos dos crentes possam estudar e se formar, para que se tornem homens úteis no futuro.
A igreja também tem vindo a realizar palestras, conferências nas organizações de mulheres da região sul, onde são abordados temas como o papel da mulher na sociedade, o álcool enquanto mal que enferma a sociedade e outros vários assuntos que contribuem para o resgate dos valores morais e cívicos.
Os membros da Igreja Metodista Unida em Angola no Namibe aderiram positivamente ao processo de registo eleitoral, de acordo com o reverendo, e nesta altura todos estão sensibilizados para que dia 31 de Agosto vão às urnas votar.
“Temos apelado que cada um deve conservar o seu cartão eleitoral para não dispersar e no dia 31 possa exibir e cumprir o seu dever de cidadania”.
O reverendo apela aos actores políticos a terem uma linguagem pura na sensibilização dos seus simpatizantes, para mostrar a África e ao mundo que os angolanos são civilizados e um povo especial.
“Já tivemos situações menos abonatórias e vamos lutar para que estas eleições decorram num clima de paz, harmonia, sossego, sem ferir sensibilidades e usando bem as palavras, porque o povo sabe o que está a ser feito”, apelando a todos para que venham a aceitar os resultados no final do pleito.

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