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Escola Politécnica já tem licenciados

João Upale | Namibe

O reitor em exercício da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, professor doutor Abraão Mulangui, anunciou que este ano, pela primeira vez, a Escola Superior Politécnica do Namibe vai colocar à disposição do mercado de trabalho os primeiros licenciados nos cincos cursos que ministra, sendo quatro de engenharia e um de economia.

Cidade do Namibe acolheu a conferência científica da Universidade Mandume Ya Ndemufayo que reuniu vários académicos
Fotografia: João Gomes

Paralelamente, acrescentou o responsável, a  Escola Superior Pedagógica do Namibe  também vai apresentar os primeiros finalistas, em quatro dos seis cursos que ministra.
O reitor em exercício, Abraão Mulangui, que falava na abertura da segunda conferência científica daquela instituição de ensino, lembrou que quando foi criada a instituição tinha 790 estudantes e, agora, decorridos cinco anos, o número passou para 8.599 estudantes.
Explicou que, no âmbito do redimensionamento da única universidade pública existente, até ao ano de 2009, o Executivo angolano criou sete novas regiões académicas, sendo a Universidade Mandume Ya Ndemufayo a sexta, englobando as províncias mais a Sul do país (Cunene, Cuando Cubango, Huíla e Namibe).
A mesma funciona com três faculdades - Medicina, Economia e Direito - e igual número de escolas Superiores Politécnicas e uma Pedagógica (esta última confinada ao Namibe, que tem mais uma politécnica).
A vice-governadora do Namibe para a área Política e Social, Maria dos Anjos Mahove, defendeu a necessidade de uma reflexão profunda sobre a questão do desenvolvimento e promoção de produtos turísticos como factores de progresso sustentável, um dos temas em abordagem na conferência e que considerou de extrema importância, a julgar pelo lema “Energias renováveis, ambiente, hotelaria e turismo como factores de desenvolvimento sustentável da IV região académica”, proposto para o certame.
Maria dos Anjos Mahove disse que para se alcançar objectivos desejados com a realização deste evento é necessário que todos estejam engajados num só pensamento, de modo a delinear ideias que se coadunem com partilhas de interesse comum naquilo que se pretende defender.
O doutor professor da Universidade de Coimbra, Portugal, Henrique Madeira, convidado para a conferência inaugural, falou do desenvolvimento e promoção de produtos turísticos e  elogiou o Plano Directório de Desenvolvimento Turístico criado pelo Executivo angolano.
Outros assuntos em debate têm a ver com o estudo das cheias e seca da região que já se tornaram cíclicas, a existência de uma tendência forte de expansão do deserto do Namibe e consequentes influências nas mudanças climáticas da região (ambiente), a existência de uma enorme potencialidade em termos da hotelaria e turismo na região, o projecto turístico Okavango /Zambeze, entre outros.
O académico Abraão Mulangui referiu ser o momento de se saber correctamente a origem do nome Namibe, bem como distinguir o deserto com o mesmo nome do deserto de Kalahari.
“Tratam-se de dois desertos e com nomes e significados bem diferentes. O deserto do Namibe está localizado mais na costa Sul da República da Namíbia até à foz do sudoeste de Angola, e o nome Namibe tem a sua origem numa das línguas locais, o kuvale, que significa lugar de pasto. Sua largura leste-oeste varia de 50 a 180 quilómetros, ao passo que o deserto de Kalahari localiza-se no sul de África, distribuído por Botswana, Namíbia e África do Sul”, explicou.
 O reitor em exercício da UMN lança um repto aos estudiosos para, nos meandros desta conferência, aprofundarem mais ainda a pesquisa sobre esses dois lugares naturais.

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