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Escola superior forma docentes

João Upale| Namibe

As aulas na Escola Superior Pedagógica do Namibe podem arrancar a partir do ano lectivo de 2011. O anúncio foi feito sexta-feira pelo director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Pacheco Francisco.

No próximo ano lectivo o arranque das aulas na Escola Superior Pedagógica vai ser marcado pelos cursos de Biologia e Matemática
Fotografia: JA

As aulas na Escola Superior Pedagógica do Namibe podem arrancar a partir do ano lectivo de 2011. O anúncio foi feito sexta-feira pelo director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Pacheco Francisco.
Numa primeira fase, a escola vai admitir 175 estudantes nos cursos de biologia, matemática, magistério primário, química e física.
Pacheco Francisco informou que a nova escola permite à província registar melhorias no ensino das escolas do segundo ciclo, principalmente com as disciplinas de educação física e educação visual e plástica.
Estas especialidades não existem no Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED), na Huíla, para onde vão professores do Namibe que pretendem dar continuidade aos estudos.
Pacheco Francisco disse que os cursos de psicologia e pedagogia, que já existem noutras instituições, não são prioridade, pois, a grande aposta é a formação de professores de geografia e professores primários, áreas em que a província ainda tem grandes carências.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia disse que o projecto, além de ajudar a aumentar a qualidade do ensino vai permitir a muitos professores elevarem o seu nível académico. “Era bom que a região tivesse 60 por cento dos seus professores licenciados, porque isso ajudava a elevar a qualidade de ensino e corresponde às metas da Reforma Educativa”, sublinhou o também docente universitário.
O director provincial de Educação, Ciência e Tecnologia salientou que o sector que dirige tem feito uma rigorosa selecção dos professores candidatos a ocupar as vagas disponíveis nas diversas escolas do Namibe. A província levou a cabo um programa de redefinição do perfil de entrada de estudantes na escola de formação de professores, uma vez que este aspecto conta muito no sistema de ensino. Para melhorar cada vez mais a actuação dos professores, neste momento, 960 novos docentes admitidos no sector participam em cursos de formação, que decorrem durante 15 dias. O objectivo é fazer com que se adaptem ao novo figurino do sistema de educação e ensino.

Mais licenciados

Para atingir os objectivos, as escolas da província foram reforçadas com mais professores com nível superior. Pelo menos 40 licenciados e 60 bacharéis foram admitidos este ano lectivo.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia disse que pretende acabar com o regime de colaboração em que se encontram muitos professores e a inclusão de técnicos superiores é um dos passos para alcançar o objectivo.
Pacheco Francisco revelou que nos próximos tempos a província do Namibe vai receber professores cubanos. As condições para a sua acomodação estão a ser preparadas, com a construção de casas.
O envio de estudantes para o exterior do país, com bolsas de estudo, está paralisado há mais de dois anos mas o Instituto Nacional de Bolsas de Estudos (INABE) está a reactivar o processo.
A província do Namibe tem dez bolseiros a estudar medicina, ciências de educação, engenharia electrónica e eléctrica, em Cuba. Tem ainda dois na Argélia e igual número a frequentar o curso de petróleos na Rússia. Em Marrocos a província do namibe tem igualmente dois bolseiros. Neste mês de Agosto, mais outros quatro estudantes vão estudar veterinária naquele país. Uma aluna é bolseira de engenharia eléctrica na Ucrânia. Os pedidos do Nambe dependem dos programas do Instituto Nacional de Bolsas de Estudos, instituição que determina o número de bolseiros.

Extensão da rede escolar

Pacheco Francisco disse que o sector da Educação está a levar a cabo várias acções com vista a estender cada vez mais a rede escolar a toda a província do Namibe. A formação contínua dos quadros, principalmente de professores, e a melhoria da qualidade do ensino são as grandes prioridades do sector.
Há dois anos, a Direcção Provincial da Educação adoptou um “plano mestre” de formação de professores, virado para a admissão na Escola de Formação de Professores (EFP).
No que diz respeito à extensão da rede escolar, Pacheco Francisco disse que o ensino primário já está em todas as sedes municipais. Comunas como a Lucira, Bentiaba, Namibe, Caitou, Kapangombe e Mamué também têm escolas primárias. O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia informou que o mesmo esforço está a ser desenvolvido para que o ensino do secundo ciclo chegue a todas as localidades da província. Nesta altura, este nível de ensino já existe nas sedes municipais.
O programa de expansão dos vários níveis de ensino em toda a província vai contribuir para a diminuição de casos de jovens que abandonam as suas localidades para frequentar a escola.

Ler até à 2ª classe

Pacheco Francisco anunciou que a direcção provincial lançou um programa especial para que alunos que frequentam o ensino primário aprendam a ler e escrever antes de terminar a 2ª classe.
“A nossa intenção é fazer com que um grande número de alunos da primeira e segunda classes saibam ler e escrever.
Para incentivar as crianças na participação do programa da direcção provincial, Pacheco Francisco anunciou que, nos próximos dias vai ser lançado um concurso de escrita e leitura.
O concurso vai dar prioridade às crianças com idades compreendidas entre os seis e os sete anos.
 
Novas salas

O director da Educação disse que brevemente a província do Namibe vai ter 60 novas salas de aulas, das quais 46 em fase final de construção e restauro. As novas escolas vão ser entregues ainda este ano para colmatar as necessidades da região, disse Pacheco Francisco.
O director da Educação revelou que já arrancaram as obras do Instituto Superior de Pescas, que com a Escola Superior Politécnica e a concretização da Escola Superior Pedagógica reforçam o ensino superior na região.

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