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Estradas precisam de obras

João Upale | Virei

O mau estado das vias que ligam as povoações à sede do município do Virei e desta à capital da província do Namibe e ao resto do país tem provocado danos materiais incalculáveis às viaturas que por elas circulam, impedido o desenvolvimento da região.

Mau estado das vias causa transtornos
Fotografia: Jornal de Angola

A administradora municipal, Juliana Fonseca, confessou ao Jornal de Angola a sua preocupação com esta situação, durante a visita efectuada àquela localidade pelo ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, destinada a aferir quais são as principais inquietações da população.
Para a administradora, a asfaltagem da estrada principal, com 130 quilómetros, é urgente, visto só assim ser possível ter um acesso rápido e cómodo, tornando as transacções comerciais mais fluidas.
Juliana Fonseca explicou que a administração municipal está a negociar, com potenciais fornecedores de bens de primeira necessidade, formas de instalar armazéns no município. “Há boas promessas, mas temos um grande calcanhar de Aquiles: a nossa via de acesso, que ainda se apresenta degradada”, disse, ao mesmo tempo que aproveitou a oportunidade para expor esta preocupação ao ministro.
Juliana Fonseca referiu, ainda, que as transacções comerciais no Virei podem ganhar um novo rumo com a abertura, em breve, da primeira agência bancária no município, pertencente ao Banco de Poupança e Crédito (BPC), em construção na vila sede.
“Os trabalhos estão andar a bom ritmo”, garantiu a administradora  Juliana Fonseca, que testemunhou, na semana passada, a visita às obras feita pelo director regional do BPC, que garantiu a conclusão da empreitada no decurso do primeiro trimestre de 2014.
“Para nós é muito importante, porque neste momento os funcionários públicos têm de se deslocar à sede da província quando estão a pagamento os salários, onde aproveitam para adquirir produtos e bens de primeira necessidade”, sustentou a administradora.
O soba Bakunhako Mutxinga, da povoação de Cavelocamue, a 27 quilómetros da sede municipal, também alertou para a necessidade de as vias de acesso serem reabilitadas e adquiridos meios de transporte para escoamento de produtos do campo para a cidade.
A autoridade tradicional reforçou o pedido ao ministro da Administração do Território, no sentido de se distribuírem motobombas para facilitar a irrigação das lavouras, abertura de mais furos de água e uma ambulância e medicamentos para garantir a saúde na região.

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