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Exploração desregrada de inertes

A exploração desregrada  de inertes no município de Moçâmedes, província do Namibe, pode originar o surgimento de ravinas e a destruição de infra-estruturas sociais.

Autoridades tentam travar exploração ilegal de inertes
Fotografia: Eduardo Pedro| Edições Novembro

A preocupação foi manifestada à Angop por ambientalistas que defendem a criação de medidas punitivas para aos infractores, de modo a que tal acção seja corrigida atempadamente.
O ambientalista António Sobrinho mostrou-se preocupado com a exploração artesanal de inertes na Academia de Pescas e Ciências do Mar, pondo em risco toda a infra-estrutura.
Junto ao mesmo local, está erguida uma escola do ensino primário e do I ciclo, com mais de 500 alunos, e a Comarca do Namibe, com mais de 100 reclusos.
O ambientalista defende ainda a implementação de políticas de concessão de licenças para exploração dos recursos naturais aos cidadãos nacionais, para que estes possam exercer esta actividade de forma legal e segura.
O director provincial da Indústria e Geologia e Minas no Namibe, Armando Valente, disse à Angop que os técnicos de fiscalização desta instituição têm trabalhado em parceria com a administração municipal para controlar e regulamentar a exploração de pedras e de areia.
Armando Valente sublinhou que existe um plano para criação de cooperativas para organizar a exploração de inertes na província, processo este que já vai dando passos seguros, sobretudo, aqueles que exploram areia e pedras para construção fora do município de Moçâmedes.
 “É importante que os técnicos da fiscalização e da administração municipal intensifiquem as suas acções, seguindo sempre com o trabalho pedagógico e mais tarde para a acção coercivas”, frisou.

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