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Falta de chuva reduz a produção agrícola

Manuel de Sousa

O pólo de desenvolvimento agrícola do Cavelocamue, no Virei, província do Namibe, baixou consideravelmente a produção de milho, massango, massambala e hortícolas, devido à irregularidade das chuvas e ao roubo das placas solares que alimentam os sistemas de bombeamento de água.

Além da falta de chuva, actos de vandalismo têm comprometido a agricultura
Fotografia: Edições Novembro

A constatação foi feita pelo governador da província do Namibe, Carlos da Rocha Cruz, que pela primeira vez, nas vestes de responsável máximo da província do Namibe, trabalhou, durante três dias, naquela localidade, para avaliar o grau de cumprimento das orientações do governo, as obras sociais em curso, bem as dificuldades das comunidades da comuna do Cainde, povoação do Moungotunda, Utchinda e o pólo agrícola do Chacuto, forte na produção de banana, batata rena e doce e variedades de hortícolas.
No encontro mantido com a população no município sede, o governante lamentou os actos de vandalismo no pólo agrícola do Cavelocamue, depois de todos os esforços financeiros empreendidos pelo Executivo.
Não podemos aceitar tais práticas, temos que tomar medidas duras contra esses meliantes, levando-os primeiro aos sobas que sabem melhor tratar das questões costumeiras, para depois serem entregues à Polícia Nacional. Ouvimos atentamente as dificuldades das populações do Cavelocamue e o que me chamou mais atenção foi o pedido para a abertura de mais furos de água e o roubo das placas solares que fazem funcionar o sistema de bombeamento de água para a rega e iluminação. Deixamos orientações para que os prevaricadores sejam castigados”.
Carlos da Rocha Cruz pediu aos camponeses associados daquela localidade a empenharem-se mais para aumentarem os níveis de produção, melhorando assim a dieta alimentar das suas famílias e também a produção de riqueza com a venda do excedente.
O governo vai continuar a fazer o seu papel de apoiar todas as iniciativas que permitem o desenvolvimento das localidades, mas é preciso que as populações cuidem desses bens e denunciem todos aqueles que sabotam as boas iniciativas e os bens postos à disposição de todos”.
O soba grande do município, Bernardo Mussonde, disse à nossa reportagem que o Virei de hoje não tem nada a ver com o de ontem. “Os jovens recém-casados já têm casa própria, porque o governo ergueu muitas residências, já temos uma dependência do banco BPC, antigamente quando os salários saíssem todos os trabalhadores tinham que se deslocar à sede da província, para poderem levantar os ordenados e fazerem compras. Hoje temos lojas de bens e serviços , restaurantes, farmácia e outros bens públicos que dão mais vida ao  município”.
A administradora do município do Virei, Juliana Fonseca, apontou as vias de acesso, principalmente a estrada Virei/Moçâmedes, inacabada, a falta de um sistema de água para o consumo humano e a energia eléctrica como os principais pontos constrangedores da localidade, mas acredita em dias melhores, visto haver vontade política do governo, em melhorar a qualidade de vida das populações.
O professor do primeiro ciclo, Bernardo Culiaquita, aponta o aumento do número de escolas, bem como a abertura da escola do segundo ciclo como ganhos para a comunidade estudantil, que antes tinham que se deslocar para fora do município para concluir o ensino médio. A passagem de centro hospitalar para um hospital municipal e a presença de cinco médicos foi também realçado pelo residente.
No município sede, o governador visitou o hospital municipal, onde constatou o nível de funcionamento da repartição da educação, o comando municipal da polícia, o loteamento para a construção de 48 residências, inaugurou uma farmácia, bem como manteve encontro com as populações e os membros da Administração Municipal.

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