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Financiamento limita actividade dos artistas

A direcção provincial da Cultura no Namibe controla cerca de 143 músicos e quatro bandas musicais, nomeadamente Baía do Semba, Reflexos e Odisseia e Balumuca.

As bandas musicais radicadas na província do Namibe têm recebido alguns apoios em termos de instrumentos por parte da direcção provincial da Cultura mas carecem de mais meios para desenvolver as suas actividades
Fotografia: Afonso Costa

A direcção provincial da Cultura no Namibe controla cerca de 143 músicos e quatro bandas musicais, nomeadamente Baía do Semba, Reflexos e Odisseia e Balumuca.
Existem ainda 13 grupos de dança, entre os quais Tuese Cacaia, Ovituma, Artes da Welwitcha, Juventude do Deserto, Os Talentosos, Calambas do São Pedro, Omanha da Nossa Senhora do São Pedro, Sila-té, um grupo do município do Camucuio e outro do bairro Mandume. Por falta de financiamento, alguns encontram muitas dificuldades na aquisição de material e realização de espectáculos.
Entre os artistas, contam-se ainda oito artesãos. Com vista a divulgação do produto dos fazedores de artes na província, a direcção provincial da Cultural tem realizado feiras e pequenos espectáculos, mas queixa-se igualmente da carência de verbas. Raul Pequenino, fundador da Banda Odisseia, refere que os músicos na província do Namibe têm recebido apoio com alguns instrumentos, através da direcção da Cultura e também de alguns empresários que vão patrocinando espectáculos e têm apostado na aquisição de algum equipamento.Falando do projecto da UNAC em atribuir carteira profissional aos músicos com vista a dar mais dignidade aos fazedores da arte, argumentou que os artistas vão ter outros apoios e também cumprir com as suas obrigações, beneficiando de pensões no fim das suas carreiras profissionais.
O músico falou da necessidade de criação de uma representação da UNAC no Namibe para que os artistas se revejam nela e trabalhem mais para melhor valorização da música feita nestas paragens. Cândido Ananás, artista conceituado do Namibe, disse que a música na província melhorou muito com o surgimento de novos valores como o “Cangato”, que lançou um disco e que está a fazer muito sucesso. Apesar das dificuldades que os artistas vivem, acredita que com a criação de uma filial da UNAC no Namibe os músicos estarão melhor representados.

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