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Gestores e trabalhadores em seminário

Manuel de Sousa | Namibe

Empresários e trabalhadores do sector público e privado ligados às áreas de gestão de recursos humanos na província do Namibe participaram  num seminário sobre negociação e acordos colectivos de trabalho - condições e vantagens, promovido pela direcção provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

O encontro teve como principal objectivo promover o diálogo no sector empresarial público e privado, para que as empresas produzam mais, fruto de uma harmonia e cultura de diálogo permanente entre o empregado e o empregador, de acordo com o chefe de departamento nacional de regulamentação de trabalho do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e orador do seminário, Sebastião Neves.
“A negociação colectiva não é matéria nova, ela já existe entre nós há mais de duas décadas e muito já se fez”, disse, considerando que o índice de reivindicações e greves vai diminuir a nível do país. Sebastião Neves esclareceu que o propósito é formar os técnicos ligados às áreas de gestão de recursos humanos, os sindicatos e os empresários, para que os seus serviços e organizações concorram para o diálogo permanente, com vista a prevenir os chamados conflitos laborais.
“É um mecanismo que a Organização Mundial do Trabalho e o nosso país estão a abraçar, para que as empresas prossigam e evoluam para um ambiente sadio”, defendeu.
A directora provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa de Menina Jesus, realçou a pertinência do seminário, como indicador importante para o sector e parceiros na gestão dos recursos humanos, com vista à resolução de conflitos laborais.
De acordo com o vice-governador para o sector Económico, Alcides Cabral, o tema em abordagem é de grande importância, devido às exigências impostas pelas acções da reconstrução e desenvolvimento do país contidas no plano económico.
“Para haver rentabilidade e aumento da produção e produtividade, as empresas devem gozar de harmonia e estabilidade social e os trabalhadores que as congregam sentir-se satisfeitos no exercício das tarefas que executam”, disse.
O governante considerou que uma negociação bem conduzida, que responde de forma positiva aos interesses dos empregados e empregadores, previne, em primeiro lugar, o espectro dos conflitos laborais e, mais importante ainda, permite adoptar um sistema de trabalho justo, que em muitos casos anula os riscos de acidentes de trabalho, doenças profissionais e despedimentos anárquicos.
Para Maria Joaquina, funcionária da transportadora Macom, o encontro serviu para reforçar o diálogo entre empregadores e empregados, cultivando a harmonia no trabalho e, deste modo, evitar conflitos que facilmente podem ser resolvidos através do diálogo. A funcionária garante que vai transmitir o que ouviu aos seus colegas, para que se evitem conflitos laborais.

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