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Governador está insatisfeito com atraso na implementação do PIIM

Manuel de Sousa / Moçâmedes

O governador provincial do Namibe está insatisfeito com o atraso na implementação do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) na província e com a execução dos programas de Combate à Fome e o de Desenvolvimento Rural.

Diversas infra-estruturas públicas estão a ser construídas no Namibe à luz do Plano Integrado de Intervenção no Municípios
Fotografia: Edições Novembro

Como primeira medida, Archer Mangueira, que expressou o descontentamento durante um encontro com administradores municipais e alguns gestores públicos, orientou o seu elenco para “ser mais célere, para que os projectos arranquem no início do próximo ano”.

O governante disse que as disfunções que se registam na materialização dos referidos programas “têm de ser corrigidas rapidamente, para que o pouco dinheiro para os municípios seja, de facto, destinado às acções que impactam na vida das populações e das comunidades, pois mesmo não sendo um montante muito elevado, pode ser racionalmente utilizado”.
Archer Mangueira disse que as populações querem que os responsáveis trabalhem com mais rapidez, porque o PIIM é um programa que o Executivo definiu para dar prioridade a determinados projectos nos municípios, que vão atender as principais necessidades das populações, com destaque paras as áreas da Educação, Saúde, vias de comunicação e do saneamento básico.
“Aqui na província temos de ver como é que estamos a preparar este programa, fiz a primeira constatação e não fiquei muito satisfeito, vamos trabalhar, para sabermos em conjunto de que forma é que podemos andar mais rápido, para que os projectos arranquem ainda no início do próximo ano,” frisou.
Segundo o governador, as acções devem ser empreendidas pelos responsáveis municipais, para que os projectos sejam implementados de acordo com a lei.
“Quando falamos do PIIM não estamos a falar somente de meras listas de projectos, estamos a falar de projectos que devem ser tratados e concebidos para serem implementados imediatamente, é um tema que já está identificado. Portanto, vamos trabalhar rapidamente na definição dos passos e, mais do que isso, na elaboração de um cronograma, município por município, projecto por projecto”, sugeriu.
A directora nacional dos Investimentos Públicos do Ministério das Finanças, Jusiene Cristiano, informou, na ocasião, que o sector que representa decidiu padronizar e diminuir grande parte das exigências para que os projectos possam ser executados.
“Substituímos muita coisa por fichas de identificação e de custo e benefício, como os estudos de engenharia e contratos, que são princípios básicos que garantem que estes projecto, não só sejam bem executados como também a utilização do dinheiro de forma racional”, disse Jusiene Cristiano.

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