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Governo instala fontenário e beneficia comunidade

João Upale | Iona

Mais de mil habitantes da sede do Iona, no município do Tômbwa, província do Namibe, voltam a consumir água potável, com a  inauguração do fontenário, que foi completamente reabilitado pelo Governo Provincial, no âmbito do programa “Água para Todos”.

Habitantes da sede do Iona manifestaram satisfação pelo facto de as autoridades terem criado condições para voltarem a consumir água potável
Fotografia: Domingos Cadência | Edições Novembro

O governador provincial, Rui Falcão, fez as honras da casa, ao inaugurar o empreendimento social. A população da comuna de Iona louvou a iniciativa do governo e garante preservar o bem público.
Rui Falcão que se deslocou à comuna do Iona, manteve contactos com à população, tendo-os informados sobre os projectos em vista para a circunscrição.
Rui Falcão informou que estão previsto, para o próximo mês, a abertura de seis furos de água e sondas de água para praticar a agricultura de irrigação, mas lembrou que a grande preocupação neste momento está relacionado com a falta de estabelecimentos comerciais, géneros alimentícios e do incentivo à fluidez das trocas comerciais.
“Garantimos rapidamente resolver o problema da água que, além do consumo da população e do gado, vai também servir para a irrigação em alguns campos de cultivos, como no reforço da prática de agricultura de subsistência, que é feita na região”.
O governador provincial prometeu construir na sede comunal uma escola polivalente para atender à demanda da população estudantil e outras acções sociais em benefício das comunidades locais. Garantiu igualmente recuperar o único internato existente na localidade que se encontra inoperante.
Das acções previstas para a comuna, constam  a construção de  casas para enfermeiros, professores, soba e da expansão da iluminação pública na sede. Ficou também a promessa de no futuro atraírem empresários para investirem na localidade.

Saúde e Educação

O sector da Saúde na comuna do Iona tem procurado, na medida do possível, dar resposta as inúmeras situações que vão ocorrendo. Com apenas dois enfermeiros, as principais doenças na região são as de transmissíveis, diarreias, conjuntivite e a gonorreia.
O enfermeiro Baptista Peio Balança lamenta a insuficiência do pessoal e de meios de transporte para, em caso de situações emergências, poder socorrer doentes para o centro municipal. Admitiu que em termos de medicamento, o centro está bem servido e altura de dar resposta a várias  ocorrências que venha a registar.
Relativamente à Educação, a realidade não difere muito a da Saúde. A única escola existente na sede comunal, “Mbucu Nzau Iona”, matriculou, neste ano lectivo, 119 alunos, da quarta á oitava classes.
Ikata do Espírito Santos, 14 anos, que leu uma mensagem, agradeceu a presença na escola do governador e disse ter ficado impressionado pelo o anúncio da construção de uma escola polivalente. Ikata aproveitou a ocasião para solicitar ao governador provincial a construção de um campo polivalente para ocupação dos tempo livre e batas escolares, pois alguns pais não têm possibilidades de as adquirir. As preocupações levantadas pelo pequeno Ikata comoveu o governador Rui Falcão que prometeu dar solução aos problemas em tempo oportuno. 
O director da escola, Tomás Cassinda, disse ao Jornal de Angola que a instituição funciona dentro da normalidade, mas particulariza o facto de estar numa comuna distante das sedes municipal e provincial. No total são 119 alunos, dos quais 102 do ensino primário e 17 do ex-primeiro ciclo. As aulas são asseguradas por oito professores. Apesar disso, Cassinda apontou a distância e o isolamento aliados à necessidade de aquisição de materiais básicos, como constrangimentos que interferem no seu trabalho. “ Nem tudo nos chega a tempo e hora”, lamentou. Mesmo assim, amenizou, “ainda dá para continuar a trabalhar e os resultados são animadores,” justificando que numa região como é a do Iona onde a língua materna local é predominante, “ainda conseguimos ter crianças a comunicar-se e ler em português,” e essa parte acalenta a sua esperança de levar esse afoito a toda região.
Tomás Cassinda disse que a grande preocupação prende-se com a insuficiência de número de crianças em idade escolar, devido a longa distância que separa dos quimbos à sede comunal, aliado ao pouco interesse dos pais em colocar às crianças na escola, dando primazia à pastorícia.
O soba grande, Tchikenga Haiputa, chamou atenção para a necessidade de as autoridades competentes resolverem a questão da alimentação, para evitar que a comunidade venham a morrer de fome. Revelou que muita gente está a emigrar para o território namibiano em busca de melhores condições de vida. A administradora da comuna, Madalena Júlia Felismina, solicitou ao governo provincial mais residências para os quadros locais e diz acreditar nas promessas feitas pelo governador que tudo fará para o bem da comuna. A população do Iona dedica-se a criação de gado caprino, suíno e bovino, mas também pretendem a­postar forte na agricultura.
Para atenuar a carência da população, o governador provincial fez a entrega de meios como catanas, charruas, bicicletas, carrinhas de mão e muletas canadianas, além de roupa usada, sal, óleo, massa alimentares, sabão, fuba de milho e arroz

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