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Governo melhora relação com jornalistas

João Upale | Namibe

A comunicação institucional a nível das estruturas do Governo Provincial do Namibe junto dos órgãos de imprensa e de outras organizações vai ganhar outra dinâmica, nos próximos tempos, na sequência de uma formação sobre a matéria dirigida a  dirigentes locais , informou ontem o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Governo Provincial.

Jornalistas durante uma acção formativa para melhor enriquecerem os seus conhecimentos
Fotografia: Francisco Puto

No seminário sobre “A Comunicação Institucional”, promovido pelo Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Governo Provincial, os participantes tomaram conhecimento da importância desta ferramenta no cuidado da imagem de uma instituição.
Alexandre Niyúka, que dissertou o tema “Gestão da Comunicação Institucional - Comunicação em Situação de Crise”, referiu que é através da comunicação que a instituição mostra a sua filosofia de trabalho ao público. “O plano de comunicação é um instrumento que serve de guia para a informação que se pretende passar ao público-alvo dos serviços da instituição, com vista a preservação do seu bom-nome.”
Alexandre Niyúka disse que o plano de comunicação de crise visa definir estratégias de intervenção neste campo para uma situação de crise que afecte as estruturas do Governo, em particular o da província. “As potenciais consequências negativas para a organização determinam que uma situação de crise não deva ser negligenciada ou sublevada, o que justifica a adopção de medidas de prevenção e preparação”, disse Alexandre Niyúka, que acrescentou: “A falta de uniformização nos procedimentos das instituições perante situações de crise provoca distintas reacções e variadas consequências.”
 Por exemplo, disse Alexandre Niyúka , às vezes, quando se comunica mal, chega-se a agravar a situação da crise, o que provoca a quebra da relação com o público, da confiança nos serviços e a perda de credibilidade na instituição.
“Na maior parte dos casos, uma crise origina uma vasta cobertura mediática negativa, que pode causar danos na reputação da instituição”, explicou Alexandre Niyúka, que apontou como soluções  a aposta na comunicação de forma imprescindível, “tão-logo a crise é despoletada e enquanto os serviços especializados trabalham nos aspectos técnicos a ela directamente relacionados, para manter o público informado, evitando, por conseguinte, especulações sobre o assunto”.

Relação com as fontes

Outro tema, “A Relação entre Fontes de Informação e Jornalistas”, foi dissertado pelo jornalista Vladimir Prata, que destacou a importância dos membros do Governo, enquanto fontes credíveis de informação. O também director provincial da empresa Edições Novembro salientou que as fontes devem caracterizar-se pelas suas habilidades comunicacionais, conhecimento profundo da instituição, domínio do assunto sobre o qual aborda e a sua posição dentro do sistema sociocultural.
Vladimir Prata referiu-se à Lei n.º 7/06, de 15 de Maio, Lei de Imprensa, que está prestes a ser revogada, mas mantém os artigos referentes às fontes. “No exercício das suas funções, o jornalista tem a garantia da liberdade de acesso às fontes, mas não é permitido nos processos em segredo de justiça e à documentação classificada como sendo de segredo de Estado, militar e ainda a que afecta a vida íntima dos cidadãos.”  Vladimir Prata afirmou  que um dos requisitos mais importantes é saber gerir e dar respostas aos pedidos de informação e referiu que isso não significa guardar segredo e censurar uma informação de utilidade pública.
“As fontes oficiais devem definir bem uma mensagem, articulada com os melhores critérios de satisfação dos valores noticiosos, determinar os media mais apropriados, bem como reunir o máximo de informação útil possível e prever ou neutralizar as reacções dos adversários”, concluiu.

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