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Lançado programa de apoio à produção camponesa

Vladimir Prata | Namibe

Mais de 12 mil hectares de terra está a ser preparado, na província do Namibe, para a campanha agrícola 2014/2015, na qual participam 31.460 famílias camponesas.

Programa de apoio à produção dos camponeses prevê a colheita de dezenas de milhares de toneladas de produtos diversos
Fotografia: Benjamim Cândido

O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento, Gabriel Félix, disse, na abertura da campanha e na cerimónia de lançamento do programa de apoio à produção camponesa, que está previsto uma colheita de cerca de 55 mil toneladas de produtos diversos e que no mesmo período sejam vacinados 215 mil bovinos.
O programa iniciado no ano passado, no município do Virei, com pequenas hortas familiares, ganhou nova dinâmica após a terceira sessão ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, realizada em Fevereiro, na cidade do Namibe.
O objectivo do programa é incrementar os níveis de produção e fortalecer o processo de fixação de pessoas nas zonas de transumância. Até ao momento foram identificados três pólos de desenvolvimento em cada um dos cinco municípios, como áreas privilegiadas para a actividade agrícola desenvolvida pelas residentes.

Sede do município


No município sede estão identificadas as localidades são Maungo, Tiambo e Inamangando, no Tômbwa, as do Pinda, Curoca e Erora, na Bibla, Tchapichapi, Lola e Mungodue, no Camucuio,  Calinguili, Capete e aCaluvundo, e no Virei, Mucanca, Cavelocamue e Tchacuto. Para esta fase inicial estão mil milhões de kwanzas.
Gabrie Félix disse que durante a Conferência Nacional sobre Agricultura Familiar e o seu Contributo para a Segurança Alimentar Sustentável, realizada no passado dia 4, em Luanda, que a província do Namibe foi nas duas últimas campanhas a que obteve melhores resultados na produção de hortícolas, principalmente de tomate.
O vice-governador para o sector económico, Alcides Cabral, realçou que o programa de apoio à produção camponesa “é resultado do esforço do governador Rui Falcão, que apresentou o assunto na reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros”.
O programa, disse, destina-se também a melhorar e aumentar a prestação dos serviços básicos, como a saúde, educação, habitação social, água potável e energia eléctrica.
 Na abertura da campanha agrícola na província do Namibe foram entregues aos camponeses tractores, atrelados, carrinhas para o escoamento dos produtos, sementes, fertilizantes e pesticidas. Também está previsto entregar viaturas para o apoio administrativo e monitorização do processo produtivo das zonas seleccionadas, moinhos e moto-bombas.
O director provincial da Agricultura lembrou que o ano agrícola 2013-2014 foi marcado pela ausência prolongada de chuva, o que afectou o sector.
Naquela campanha participaram 15.229 famílias camponesas no programa de extensão de desenvolvimento rural e14.190 no fomento agrícola, 120 das quais agrupadas em associações e 23 cooperativas agrícolas.
No mesmo período, foram preparados 4.615 hectares, 1.771 de forma mecanizada, 2.019 hectares manualmente e 825, com recurso à tracção animal.
O resultado foi um crescimento de 4,3 por cento em relação à campanha anterior.
No total foram colhidas na província  41.261 toneladas de cereais, leguminosas, hortícolas, raízes e tubérculos. A produção de tomate, 21.993 toneladas, superou todas a s outras.
 No mesmo período foram vacinados 95.545 bovinos contra as principais doenças e plantadas 82.014 plantas diversas.
 
UNACA agradece
 
O secretário executivo da União Nacional dos Campones no Namibe, Adriano Adolfo, lembrou que um dos objectivos do Executivo é promover a agricultura familiar, com a criação de sistemas de produção e comercialização adequados.
A União Nacional dos Camponeses na província do  Namibe tem o registo de 14.090 famílias organizadas em associações e cooperativas agrícolas.
Adriano Adolfo disse que os produtores sentem principalmente dificuldades devido aos custos relativos ao processo de legalização de terrenos, à baixa produtividade, desorganização na cadeia de comercialização e morosidade no acesso aos programas de crédito de campanha agrícola, entre outras.

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