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Mulheres do interior recebem bens diversos

João Upale | Bibala

Mulheres camponesas das povoações da Cacanda, Mungôndue e Assunção, município da Bibala, na província do Namibe, beneficiaram de bens de primeira necessidade oferecidos pela presidente do Comité Provincial da Mulher Rural do Namibe, Vanda de Andrade.

Produtos diversos foram entregues, como fuba, feijão, óleo alimentar, sal iodizado, sabão, bolacha, roupa usada, panos, assim como mochilas para alunos e uma máquina para moer o milho, com capacidade de produzir 68 quilogramas de fuba por hora.
Maria Amélia Gaspar, 34 anos, mãe de quatro filhos, é uma das beneficiárias da Cacanda. Disse, em gesto de agradecimento, que os produtos adquiridos vão ajudar a reforçar a dieta alimentar da sua família.
A moagem é uma uma ferramenta que considerou indispensável para solucionar questões ligadas à aquisição de fuba para alimentar as famílias. Agradeceu igualmente a entrega da roupa usada e panos.
"Antes o milho era moído sobre uma pedra e com as nossas próprias mãos, para transformá-lo em fuba. Agora, com a moagem, vamos estar livres de tantos embaraços."
Vanda de Andrade realçou que o gesto traduz-se no amor ao próximo, inteirando-se primeiro das principais dificuldades por que passam as populações e depois encontrar balizas para a sua solução.
Vanda de Andrade incentivou as mulheres a enveredarem mais na produção agrícola, visando melhorar a dieta alimentar e obter lucros financeiros.
Aproveitou a ocasião para visitar os empreendimentos sociais erguidos no Mungôndue, como escola primária, posto de saúde, padaria e cozinha comunitária, que contribui para a merenda escolar, assegurando deste modo a permanência dos alunos nas salas de aulas. Na localidade de Assunção, visitou as povoações de Viquelo e Mawé, onde também procedeu à entrega de produtos. A mesma acção estendeu-se ao município do Virei.

Mais professores

A povoação de Mungôndue tem uma escola primária de três salas, que inclui igual número de salas anexas de construção precária. Seis professores, um director e subdirector asseguram o funcionamento regular da instituição escolar.
 As aulas de alfabetização são ministradas por oito alfabetizadores, em 19 centros, com 20 a 30 alunos cada, independentemente da área.
O director da escola, João António Pedro, assegurou ao Jornal de Angola que o grau de funcionalidade da instituição é positivo, mas lamenta a falta de mais professores para atender os 550 alunos matriculados neste ano lectivo. As aulas são ministradas por seis professores e são necessários mais quatro.
Outra dificuldade prende-se com a falta de meios de transporte. João António Pedro lembrou que anos atrás foram contemplados com algumas motorizadas, que agora estão avariadas devido ao péssimo estado da via.
O material didáctico é suficiente, fornecido periodicamente pela Direcção Municipal da Educação. 
"As crianças afluem em massa às salas de aulas, embora haja no local algumas áreas afectadas pela seca, o que por vezes provoca a transumância, arrastando consigo os menores, à procura de bom pasto para a população bovina", assegurou.
O enfermeiro João Lourenço Camota disse que aumentou na região o hábito das pessoas procurarem os serviços de saúde, onde a população recebe uma assistência digna. As doenças mais frequentes são as diarreicas e respiratórias agudas, malária, conjuntivite e as transmitidas por contacto sexual.
O abastecimento de medicamentos a partir da sede municipal tem sido razoável e o maior dilema reside na falta de uma ambulância para prestar os primeiros socorros. "Esta é uma necessidade muito urgente, porque quando não nos aparece nenhuma viatura, ficamos parados com o doente à espera que a ambulância saia da sede comunal para nos apoiar", lamentou. O regedor de Mungôndue, António Tchitumba Calhau,  pede a instalação de uma Administração e um Posto Policial, para travar a onda de furto e roubo de gado.

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