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Mulheres em grande nos cargos públicos

Manuel de Sousa |

A província do Namibe conta com 158 mulheres a ocuparem cargos públicos no governo provincial, administrações municipais e direcções de representações ministeriais.

A província do Namibe conta com 158 mulheres a ocuparem cargos públicos no governo provincial, administrações municipais e direcções de representações ministeriais.
A começar pela governadora, Cândida Celeste da Silva, e vice-governadora para Área Política e Social, Maria dos Anjos Mahove, a administração do Estado tem ainda como figura de destaque a administradora municipal do Virei, Juliana Fonseca, bem como duas mulheres nos cargos de administradoras municipais adjuntas.
Existem igualmente três administradoras comunais e o mesmo número de adjuntas. A nível das representações ministeriais existem sete directoras provinciais, nomeadamente da Justiça, MAPESS, Saúde, Assistência e Reinserção Social, Cultura, Comércio, Hotelaria e Turismo e Família e Promoção da Mulher.
Estas, juntando-se às subdirectoras e responsáveis de instituições escolares, perfazem 49 mulheres com cargos de destaque, isso sem falar nas nove chefes de Departamento, três chefes de Repartições e 86 chefes de Secções do sexo feminino.
A directora da Família e Promoção da Mulher, Graça Fernandes Albuquerque, disse que a instituição que dirige tem estado a trabalhar para que haja cada vez mais mulheres inseridas na vida política e social a nível do Namibe, levando a cabo encontros com mulheres de vários estratos sociais que visam sensibilizá-las e persuadi-las a aumentarem o nível académico e profissional.
 Para tal, disse, a alfabetização tem jogado um papel importante, bem como os centros de formação profissional.

Violência doméstica diminui

A direcção provincial da Família e Promoção da Mulher do Namibe registou, em 2011, 231casos de violência doméstica a nível da província, menos 75 do que em 2010, deu a conhecer Graça Albuquerque. Dos casos registados, 51 foram resolvidos pelo Centro de Aconselhamento da instituição, 57 encaminhados à Polícia Nacional, 77 à Procuradoria-Geral da República e 46 ficaram pendentes.
O incumprimento de mesada por parte dos progenitores e a fuga à paternidade que, segundo a responsável, mais preocupavam, diminuíram, devido ao diálogo franco e aberto e a sensibilização feita pelo Centro de Aconselhamento Familiar, através de um forte acompanhamento das vítimas e dos seus agressores, dando especial atenção às crianças e aos idosos. A direcção da Família e Promoção da Mulher conta ainda com o apoio da direcção de investigação criminal, instituto da criança e direcção da reinserção social.

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