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Munícipes chamados a colaborar no saneamento básico da cidade

Manuel de Sousa | Namibe

A administração municipal do Namibe está a levar a cabo uma campanha de sensibilização junto dos habitantes, no sentido de contribuírem para a limpeza e o saneamento básico da cidade.

A recolha do lixo é feita de porta em porta nas zonas urbanas e na periféria foram designados locais para a deposição dos resíduos
Fotografia: Mota Ambrósio

A administração municipal do Namibe está a levar a cabo uma campanha de sensibilização junto dos habitantes, no sentido de contribuírem para a limpeza e o saneamento básico da cidade.
Segundo o administrador municipal, Armando Valente, o seu pelouro tem estado a pedir à população, através dos órgãos de comunicação social, que tenham consciência do horário em que devem fazer a deposição do lixo nos locais apropriados. Além disso, foram colocadas placas com o horário nos referidos sítios. “Apelamos aos munícipes que observem o horário de deposição de lixo, uma vez que têm havido grandes contrariedades, porque os serviços de recolha passam e logo a seguir os locais ficam novamente inundados de lixo”, sublinhou, referindo que o horário determinado é das 18h00 às 5h00.
A recolha do lixo é feita de porta a em porta nas zonas urbanas da cidade, enquanto nas zonas periféricas foram designados locais para a deposição dos resíduos. Este trabalho é garantido pela empresa Tri-Ambiente, contratada no início do ano, e pelos funcionários dos serviços comunitários da administração municipal, dispondo para o efeito de camiões e tractores. O último destino do lixo é a lixeira municipal.
Depois da fase de sensibilização, a administração municipal vai passar a aplicar multas pesadas àqueles que não respeitem o horário de deposição e recolha do lixo, segundo Armando Valente.
“Queremos melhorar ainda mais o método de recolha e tratamento do lixo no próximo ano, para mudar a imagem da cidade, para alegria dos habitantes”, garantiu o administrador. Armando Valente referiu que se os munícipes colaborarem, o esforço de querer ver a cidade cada vez mais limpa tem melhores resultados. Por outro lado, explicou que a administração teve de retirar os contentores que estavam espalhados pela cidade devido ao uso inapropriado dos mesmos.
Além dos adultos mandarem as crianças fazer o depósito do lixo, muitos punham resíduos não qualificados, como lixo urbano. “Quem, por exemplo, tivesse um cão morto em casa, depositava no contentor, quem cortava uma árvore, colocava-a no contentor”, explicou. A remoção dos contentores, segundo o administrador, apesar de ter desagradado a alguns munícipes, fez com que deixassem de existir enormes quantidades de lixo na cidade, facilitando o transporte dos resíduos e a manutenção dos equipamentos de recolha e limpeza.
“Com a deposição dos lixos em sacos de plástico à porta de casa, o tractor recolhe e há pouca probabilidade de as pessoas colocarem resíduos impróprios”, garantiu.
Armando Valente referiu ainda que a administração municipal está a preparar-se para as festas que se aproximam. “Estamos a aproximar-nos da quadra festiva, um período em que se produz muito lixo. Portanto, queremos também aqui aperfeiçoar o nosso mecanismo e criar piquetes para garantir a limpeza e a higiene da cidade”. O estado lastimável da área de lazer do largo Espírito Santo e outras zonas verdes da cidade é uma das preocupações dos munícipes e da administração municipal, que aponta a falta de recursos financeiros e o vandalismo por parte dos jovens como causas da situação.
“Reabilitámos recentemente a avenida Eduardo Mondlane e o governo aprovou a recuperação do jardim do largo Espírito Santo. Há outros projectos em carteira, mas como os recursos não chegam, temos estado a proceder aos serviços básicos nas zonas verdes e outras destinadas a melhorar a iluminação pública”, disse

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