Províncias

Namibe com formação em Saúde a partir do próximo ano lectivo

João Upale | Namibe

A província do Namibe vai dispor, a partir do próximo ano, de uma instituição de formação média para o sector da Saúde, com o objectivo de reduzir a procura que se faz sentir em termos de superação de técnicos de enfermagem, por especialidade.

Vista parcial das instalações da escola que vai ministrar cursos médios de saúde
Fotografia: Afonso Costa | Namibe

A província do Namibe vai dispor, a partir do próximo ano, de uma instituição de formação média para o sector da Saúde, com o objectivo de reduzir a procura que se faz sentir em termos de superação de técnicos de enfermagem, por especialidade.
A directora provincial da Saúde, Josefa Kangombe, que prestou ontem a informação, disse que está neste momento em curso a preparação das condições para a criação da referida escola média de Saúde.
Nesse sentido, esteve na cidade do Namibe uma equipa do Ministério da Educação, com o objectivo de fazer um levantamento das questões destinadas a viabilizar a transformação da escola do ensino técnico básico de Saúde para o nível médio.
A responsável avançou que, para a concretização deste objectivo, é indispensável a criação de três laboratórios, ampliação e aumento do número de salas e a criação de condições para alojamento dos professores.
Estão igualmente em construção, no perímetro da escola, algumas residências para albergar os futuros professores e duas naves, onde vão funcionar dois laboratórios. O terceiro vai ser montado mais tarde, após a conclusão da construção de mais uma nave.
Criadas as condições, em termos de infra-estruturas, Josefa Kangombe referiu que vai haver toda a necessidade de se recrutar pessoal com capacidade para garantir a formação. Depois disso, a responsável garante que o curso médio de Saúde pode arrancar em 2013, na província do Namibe.

Carência de quadros

A directora da Saúde admitiu que, em relação à formação técnica e profissional de quadros locais, a província do Namibe enfrenta dificuldades enormes, por falta de uma escola de formação média e superior. Até aqui, os técnicos têm tido de recorrer à província da Huíla. “Muitos quadros locais são encaminhados para a superação média por especialidade”, explicou.
Em relação à formação superior, saíram muitos quadros de várias unidades sanitárias para as províncias de Benguela e Huíla, com vista à elevação do nível académico e profissional. Apesar de em número reduzido, há quadros locais a frequentar o ensino superior nos cursos de Farmácia e de Medicina.

Tempo

Multimédia