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Namibe pode ganhar Escola Superior de Saúde

João Upale| Moçamedes

A conclusão das obras de reabilitação do Hospital Provincial Ngola Kimbanda, conhecida como uma das unidades de referência no Namibe, vai servir de mola impulsionadora para a criação de uma Escola Superior de Saúde, garantiu na terça-feira, o governador provincial.  

Técnicos de saúde devem ter consciência de que é preciso trabalhar com amor e caridade para com o doente
Fotografia: Dombele Bernardo|Edições Novembro

Rui Falcão disse ser possível concretizar tal desejo quando o hospital estiver em pleno funcionamento, pois, referiu que com isso há maior possibilidade de poder acolher estudantes que eventualmente possam fazer estágios, de modo a aperfeiçoar o nível de conhecimento para depois pô-las em prática.
A ideia foi esboçada durante um encontro que o governador provincial manteve com os funcionários do sector da Saúde, no âmbito do programa “O governador e a comunidade”.
 “Sabemos exactamente qual a trajectória que podemos seguir no sector da Saúde. Vamos avaliar a prestação social dos enfermeiros que trabalham com  pessoas humildes e contribuir para que o Namibe continue a ocupar um lugar de destaque. A província dispõe da melhor rede de prestação de serviços de Saúde, a par do ramo da Educação”, disse o governador provincial.
Rui Falcão exortou os trabalhadores da Saúde a trabalharem com pragmatismo e acção, de modo a melhorar o funcionamento do sector na província, com vista a promover a boa prestação de serviço aos pacientes. O responsável disse que o enfermeiro deve ter o nível de consciência de que é preciso trabalhar com amor, humanização e caridade para com os doentes. “Ter amor ao próximo agrada à Deus. Não pode ver o problema no outro, mas procurar solução com o outro”, frisou Rui Falcão, para acrescentar que é necessária a criação de uma  escola de Saúde de nível superior para a formação de especialistas.
Durante o encontro  foram levantadas questões que têm a ver com a melhoria das condições de trabalho nos hospitais, centros e postos de Saúde, o atraso da conclusão das obras de restauro do Hospital Provincial Ngola Kimbanda, o apuramento ao concurso público de alguns candidatos com formação no ramo e consequente inserção na função pública.
Passou-se também em revista a problemática do aumento de mais postos de Saúde na periferia, principalmente no bairro 5 de Abril, que detém o maior aglomerado populacional e a proposta dos nomes a atribuir às unidades sanitárias.
Os enfermeiros solicitaram explicações sobre as modalidades de aquisição das casas nas centralidades de Praia Amélia e  5 de Abril, reconversão e promoção de carreiras, salários em atraso, falta de subsídios de isolamento dos técnicos que actuam no interior da província e do péssimo estado das vias.
Em resposta, Rui Falcão informou que o governo provincial está a trabalhar naquilo que lhe compete, definindo, deste modo, estratégias para ir resolvendo um conjunto de problemas, dos quais alguns graves que a província ainda vive. Rui Falcão sublinhou que o que se pretende é procurar melhorar o ­nível de vida, não só dos enfermeiros mas também de todos os funcionários e da população em geral. “Primeiro queremos melhorar aquilo que já existe, para depois encarar o que se segue”.
 O governador provincial reconheceu haver muitos problemas no sector da Saúde, mas que podem ser ultrapassado aos poucos, porque nem tudo se pode fazer num só dia. Quanto aos concursos públicos, lembrou que  cerca de 50 por cento do enquadramento do pessoal foi feito num leque de 300 vagas possíveis, para serem admitidos apenas  96. Dezanove médicos também foram enquadrados.
O responsável garante dar dignidade aos quadros e, neste sentido, disse, está  a fazer um gigantesco esforço para pôr em funcionamento o Hospital Provincial Ngola Kimbanda, cuja parte de equipamentos adquiridos com financiamento da linha de crédito da China já se encontra na província.

Assistência médica

O director provincial da Saúde, Franco Mufinda, apontou a gratuitidade na assistência médica medicamentosa nos níveis primário e secundário, para combater à malária e doenças respiratórias agudas, sem, no entanto, descurar do surgimento das doenças cardiovasculares que também começam a preocupar as autoridades sanitárias do Namibe. A província dispõe de 97 unidades sanitárias com 1.248 camas. Franco Mufinda disse que a promoção da ética e deontologia no seio da classe, de modo a recuperar a moral, para um trabalho digno e aceitável.

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