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Nova ponte fica concluída no mês de Agosto

João Upale | Namibe

A nova ponte sobre o rio Giraúl de Cima, na província do Namibe, é concluída no mês de Agosto, anunciou ontem o director provincial do Instituto Nacional de Estradas (INEA).

Enquanto decorrem as obras o tráfego é feito pela passagem do Giraúl de Cima cujos trabalhos paliativos já estão terminados
Fotografia: Afonso Costa

A nova ponte sobre o rio Giraúl de Cima, na província do Namibe, é concluída no mês de Agosto, anunciou ontem o director provincial do Instituto Nacional de Estradas (INEA).
Edgar Xavier avançou que as obras para a construção da infra-estrutura podem arrancar este mês. Nesta altura, o projecto está elaborado e, a nível da direcção geral do INEA, decorrem as análises das propostas técnicas e orçamentais das empresas concorrentes.
Depois de abertas as propostas para definir o empreiteiro, a adjudicação é feita de imediato, o que possibilita em breve o seu movimento no terreno, afiançou o responsável.
O director provincial do INEA revelou que a nova ponte de betão armado vai ser uma das maiores de Angola, com uma extensão de cerca de 600 metros, largura com vãos de 20 metros e passeios, contra os anteriores 12, que existiam na ponte antiga de 175 metros.
A ponte, pelas explicações do responsável, vai ter duas faixas de rodagem, em quatro sentidos, com a durabilidade de 50 anos.
Edgar Xavier diz que a nova ponte vai ser construída com o sistema que está a ser usado, nos últimos tempos, em Angola, o chamado pré-fabricado.
O director do INEA afirmou que o empreiteiro vai simplesmente executar, no terreno, as estacas, depois fazer o maciço, seguindo-se a montagem dos pilares, as vigas e o tabuleiro. “O resto vem peça por peça para serem montadas no lugar”, disse.
O engenheiro Edgar Xavier assegurou que o sistema a aplicar é muito moderno e rápido, assemelhando-se ao aplicado na ponte construída no Huambo, recentemente inaugurada pelo Vice-Presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos.
Aquele responsável garantiu estar aberta ao tráfego a passagem pelo Giraúl de Cima, cujos trabalhos paliativos de reparação da estrutura provisória estão já terminados, aguardando-se a restauração da ponte para a circulação mais célere, eficaz e segura dos utentes da estrada nacional 280, que liga o Namibe à província da Huíla.
O director disse que foi feita no local a reconstituição da plataforma anterior da passadeira com pedras de grande geometria, bastante acentuada e com mais segurança, e com mais protecção quer a montante, quer a jusante.


Ponte do Curoca


Quanto à ponte sobre o rio Curoca, que liga a cidade do Namibe à vila piscatória do Tômbwa, Edgar Xavier garantiu que as obras de construção estão a decorrer sem sobressaltos.
O director provincial do INEA disse que todas as estacadas estão feitas desde o dia 14 de Fevereiro e, em meados do mês passado, ficaram concluídas as 188 estacas previstas para a construção da ponte. Este material é a base fundamental para a segurança e durabilidade (fundações) da infra-estrutura.
Neste momento, adiantou, o empreiteiro está a aplicar as armaduras para a construção dos maciços para depois encravar os pilares.
Edgar Xavier garantiu que a ponte sobre o Curoca vai ser maior do que a do Giraúl e uma das maiores de Angola, com cerca de 800 metros e com sistema pré-moldado em vigas.
Até ao final deste mês, garantiu o director provincial do Instituto  Nacional Estrada de Angola   INEA/­Namibe, a ponte do Curoca está concluída, fruto do bom andamento dos trabalhos.


Outras empreitadas


O director do INEA disse ainda que está em ritmo acelerado a obra na estrada que passa pelo município agro-pecuário da Bibala, contornando a Serra da Leba.
Os trabalhos de base, como a terraplenagem, já atingem uma extensão de cerca de 13 quilómetros, partindo do Chinkolonjiro, em direcção ao Munhino.
A conclusão dos trabalhos está também prevista para o fim deste ano, numa duração de 18 meses, salientou o engenheiro e director do INEA, Edgar Xavier.
O director disse que todos os estaleiros estão montados. No ponto inicial da estrada do Munhino já funciona, assim como está em conclusão a montagem do estaleiro central, no entroncamento entre a Bibala e Kamukuio.
A par desses estaleiros, está a ser montado um outro de carácter industrial, onde vão ser produzidos os inertes e a emulsão betuminosa para a execução do tapete asfáltico.


Extensão dos trabalhos


O director disse que os trabalhos, neste momento, avançam para o quilómetro 71, depois da Bibala, em direcção à localidade da Umbia.
O engenheiro salientou que o laboratório já está em funcionamento para o teste dos solos e para o betão betuminoso.
 “Os trabalhos estão a decorrer de acordo com o cronograma. Nesta altura não temos ainda nenhuma falha a registar e pensamos continuar assim, de modo a não atrapalhar o andamento da obra”, concluiu Edgar Xavier.

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