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Novas pontes em construção aliviam circulação no Namibe

João Upale | Namibe

Automobilistas e passageiros que usam a estrada nacional 280, que liga o Namibe à província da Huíla, manifestaram satisfação pelo anúncio da próxima recuperação da ponte sobre o rio Giraúl de Cima, destruída pelas intempéries de Março do ano passado.

INEA aconselha os automobilistas a optarem pela passagem sobre o rio Giraúl de Baixo
Fotografia: Afonso Costa |

Automobilistas e passageiros que usam a estrada nacional 280, que liga o Namibe à província da Huíla, manifestaram satisfação pelo anúncio da próxima recuperação da ponte sobre o rio Giraúl de Cima, destruída pelas intempéries de Março do ano passado.
A governadora do Namibe, Cândida Celeste, revelou ainda que, no próximo mês, vão arrancar as obras de reabilitação da ponte do Giraúl de Baixo, dado o seu péssimo estado de conservação.
Entretanto, está em construção a nova ponte sobre o rio Curoca, na estrada nacional 100, que liga a cidade do Namibe à vila do Tômbwa.
Depois das declarações de Cândida Celestre, empresários, agricultores, pescadores e comerciantes da província afirmaram que as novas pontes são essenciais para a dinamização das actividades económicas na região.
O camionista José Jundo, de 29 anos, disse que a reabertura da circulação rodoviária nos troços ligados pelas pontes vai tornar o transporte de produtos agrícolas mais célere e económico. “Quanto mais rapidez na transladação dos produtos, menos riscos de deterioração e mais possibilidade de venda”, acrescentou.
O camionista referiu que a circulação pela via do Giraúl de Baixo, dado o mau estado do troço de 20 quilómetros, tem provocado danos materiais às viaturas e contribui para o aumento dos acidentes. Os utentes da estrada nacional 280 atravessam o rio Giraúl de Cima sobre uma estrutura provisória, que não tem utilidade quando chove.

Situação preocupa INEA

Esta situação está a preocupar o Instituto Nacional de Estradas (INEA), instituição que aconselha os utentes da via a optarem pela passagem sobre o Giraúl de Baixo, até que seja erguida a nova ponte, cujo arranque pode ocorrer a qualquer momento.
O chefe de secção de obras do INEA, António Chitanala, lamentou o facto de haver automobilistas que insistem em passar por Giraúl de Cima, mesmo conhecendo os riscos a que estão expostos. “Em tempos, um camião de contentores tombou e, como resultado, causou vários danos materiais”, disse.
Quanto à descarga de entulho nas margens do rio, António Chitanala disse que este trabalho não é suficiente para garantir a passagem de camiões. Esta acção foi feita para facilitar o acesso aos peões, moradores daquela área agrícola.
Para prevenir situações graves, o responsável de obras apelou à intervenção da Polícia Nacional, com vista a impedir a circulação de viaturas. António Chitanala disse que, depois da estação da chuva, em Maio, o Instituto Nacional de Estrada de Angola (INEA) vai reforçar a estrutura provisória, para permitir a circulação rodoviária.

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