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Obras na ponte sobre o rio Giraúl arrancam este ano

Manuel de Sousa| Namibe

O governador provincial do Namibe, Rui Falcão, anunciou que uma série de obras vão arrancar em breve, com destaque para a recuperação da ponte sobre o rio Giraúl de Cima, destruída pelas fortes chuvas do mês de Março de 2011.

Está em curso em quase todo o país um programa de reabilitação de estradas e pontes para facilitar as trocas comerciais e o escoamento de produtos do campo para os principais mercados
Fotografia: Paulino Damião

O governante falava no encontro com jovens de diferentes estratos sociais da província, para apresentarem as suas principais inquietações e garantiu que a reconstrução da ponte sobre o rio Giraúl de Cima, ainda este ano, constitui uma das maiores preocupações dos munícipes e do Governo.
Rui Falcão disse aos jovens que há dois níveis de responsabilidades, relativamente às estradas nacionais, que são do Executivo, porque é este que concebe e constrói, sendo que os Governos Provinciais dão apenas o seu parecer sobre as linhas de implantação.
O segundo plano, salientou o governador, tem a ver com as estradas secundárias e terciárias. Nas primeiras, há a responsabilidade do Governo Central e do Provincial,  sendo nesta que se enquadram as obras para a ponte sobre o Giraúl de Cima, tão logo terminem os estudos para acertos de detalhes.
O Governo Provincial vai criar um órgão supervisor de empresas que trabalham na fiscalização das obras, para se acabar com os falsos fiscais e as obras de má qualidade. “A questão pertinente sobre a fiscalização, colocada pelos jovens, é analisada esta semana por uma equipa restrita do Governo, com vista a tornar esta área mais efectiva”, assegurou o governador. O Governo está obrigado a contratar uma empresa de fiscalização quando adjudica uma obra, mas, infelizmente, o que tem acontecido é que a grande maioria destas entidades não tem qualidade para o exercício desta função, referiu Rui Falcão.
"Quem fiscaliza uma obra tem que ter qualidade técnica para o fazer", disse, para adiantar que há casos em que o técnico fiscalizador é uma pessoa com a oitava classe, o que é mau, pois este, por mais que saiba de construção, não é capaz de fiscalizar as obras de um edifício de seis andares ou mais.
Em função destas constatações, o Governo vai imprimir um maior rigor, exigindo mais competência às empresas de fiscalização contratadas, que passam a ser controladas pelo órgão coordenador das autoridades provinciais. A administradora do município do Virei, Juliana Fonseca, lamentou o estado lastimável da via Namibe/Virei, que clama por intervenção urgente.
Em tempos, os cerca de 131 quilómetros beneficiaram, por duas vezes, de trabalhos de terraplenagem, mas o estado actual do troço continua a dificultar a vida dos automobilistas e de peões, que levam mais de quatro horas a percorrer o troço. "Precisamos de uma intervenção efectiva na via, evitando as obras paliativas como até aqui", adiantando que o município cresce com novas infra-estruturas e recebe muitos turistas, entre eles, historiadores e arqueólogos, que visitam as gravuras do Tchitundu Hulu. O Governo está preocupado com a situação da via do Virei e com outras estradas secundárias e, por isso, vai resolver o problema.

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