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Porto comercial do Namibe com melhorias significativas

Manuel de Sousa | Namibe

A primeira fase de reabilitação e ampliação do Porto do Namibe já foi concluída, com a pavimentação de cerca de 240 metros de cais e 13.000 metros quadrados de parque.

Este é o terceiro maior porto de Angola e tem sido aproveitado até mesmo por empresários de Luanda como alternativa para o desalfandegamento de diversas mercadorias
Fotografia: Afonso Costa

A primeira fase de reabilitação e ampliação do Porto do Namibe já foi concluída, com a pavimentação de cerca de 240 metros de cais e 13.000 metros quadrados de parque.
Orçada em 25 milhões de dólares, a empreitada, que esteve a cargo da construtora japonesa TOA Corporation, teve a duração de oito meses e empregou uma força de trabalho composta por angolanos e estrangeiros.
De acordo com Pedro Kanhamba, administrador para área técnica do porto comercial do Namibe, os trabalhos correram de forma satisfatória. “Podemos dizer que o estado físico do Porto do Namibe melhorou bastante em relação a dois anos atrás com a reabilitação efectuada a nível da instituição.
No interior da empresa foram feitos alguns arranjos no parque que se encontrava bastante degradado e outros respeitantes a zonas verdes. “Neste momento estamos a construir um parque de estacionamento de máquinas e viaturas”.
As obras tiveram início em Outubro de 2009 e compreenderam a reabilitação do cais, pavimentação dos parques e vias de acesso, recuperação do sistema de abastecimento de água para os navios, reabilitação das redes contra incêndios e de esgotos, instalação de duas torres de iluminação de 25 metros de altura cada, bem como a instalação de uma empilhadora, um porta contentores de 40 toneladas e uma grua móvel de 70 toneladas, entre outras acções.
“A segunda fase está prestes a começar. Neste momento as negociações entre a direcção do porto, Ministério dos Transportes e a Embaixada do Japão encontram-se bastante avançadas, as empresas já estão contactadas, incluindo a de consultoria, e brevemente arrancam os trabalhos”.
Na segunda fase, de acordo com Pedro Kahamba, pretende-se reabilitar a ponte cais mineraleira, expandir o cais em 500 metros para a zona Norte e os parques adjacentes, construir um novo edifício administrativo, criar uma zona de actividades logísticas denominada ZAL na zona do campo livre entre o Giraúl de Baixo e o quilómetro 7 e o porto seco no quilómetro 8, em direcção a cidade do Lubango.

Avanços e recuos


No recinto portuário do Namibe, os índices de produção são relativamente bons, mesmo com algumas zonas degradadas. Apesar de vários constrangimentos, não parou de subir.
Desde 2008, a empresa conseguiu superar, em cerca de 850 por cento, a taxa de movimentação de mercadorias. Pedro Kahamba explicou que, fruto dos esforços da direcção da empresa portuária do Namibe, se verifica que o parque de equipamentos de carga e descarga de mercadorias atende cerca de 15 navios mês.
O Porto comercial do Namibe emprega actualmente 772 trabalhadores, dos quais 630 efectivos. “Isto porque não está a laborar na plenitude das suas capacidades. Quando estiver totalmente reabilitado e ampliado, outros postos de trabalho serão criados”, disse a fonte.

História de um gigante

Concluído em 1957, o Porto comercial do Namibe, situado na baía da cidade que lhe dá o nome, é a mais importante infra-estrutura da província, pela qual passam as importações e exportações das províncias do Sul de Angola. As suas instalações encontram-se divididas em dois sectores, localizados nos dois lados opostos da baía do Namibe. Um situa-se na Torre do Tombo, entre a ponta de Noronha e a Fortaleza de São Fernandes, originando o Porto comercial do Namibe. O outro, situado no Saco-Mar, constitui o Porto Mineraleiro.
Com uma grande capacidade de carga e descarga de mercadorias e passageiros, o Porto do Namibe é uma infra-estrutura de grande importância para a mobilização de investimentos para a província, em particular, e o país, em geral, tendo em conta a sua localização e a integração económica que se pretende com os Estados da SADC, a ser reforçada com a reabertura da linha férrea.

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