Províncias

Projecto integrado de agropecuária garante expansão da actividade rural

Manuel de Sousa e Afonso Costa | Virei

A governadora provincial do  Namibe, Cândida Celeste da Silva, procedeu, na última sexta-feira, no município do Virei, ao lançamento da primeira pedra do Programa Integrado de Desenvolvimento Pecuário.

Com o surgimento do programa os criadores de gado vão ver melhoradas as condições de desenvolvimento da actividade
Fotografia: Arão Martins|Namibe

A governadora provincial do  Namibe, Cândida Celeste da Silva, procedeu, na última sexta-feira, no município do Virei, ao lançamento da primeira pedra do Programa Integrado de Desenvolvimento Pecuário.
Financiado pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), o projecto está inserido no Programa de Combate à Pobreza e, numa primeira fase, prevê a abertura da fazenda “Ancôra”, na povoação do Tungo, cerce de 70 quilómetros da sede municipal.
A fazenda, de grande dimensão, vai ser o elemento difusor de técnicas e tecnologias avançadas na produção na região, e contribuir para a formação dos produtores locais.
De acordo com o Programa Integrado, a fazenda funciona como escola de formação e demonstração, facilitador de prestação de serviços de apoio aos produtores, difusor de material genético para a melhoria do gado e pólo fulcral do projecto de produção.

Selecção de produtores

O presidente do conselho de administração do BDA, Paixão Franco, disse que o Programa de Desenvolvimento Integrado Pecuário, no Virei, consiste na selecção de 54 pequenos produtores, seis lojas rurais, uma fazenda modelo e um matadouro, a instalar no município do Namibe.
Este programa, salientou o responsável bancário, visa fundamentalmente promover a produção tradicional, empresarial e também os serviços relacionados com o desenvolvimento da pecuária na região.
Paixão Franco referiu que a ideia do projecto é de dar uma atenção especial aos produtores locais e aos habitantes do Virei.
“Pretendemos apenas, com o financiamento, agregar valor à actividade que eles desenvolvem, introduzindo tecnologias modernas, a água, a energia solar, o pasto, para o bem-estar das populações”.
O banqueiro garantiu que os criadores não vão enfrentar grandes dificuldades em aderir ao projecto, uma vez que as reuniões realizadas com os mesmos deram para sentir a sua vontade de trabalhar, tendo em conta as novas tecnologias.
Quanto às preocupações dos criadores, Paixão Franco apontou as questões ligadas à água, ao pasto melhorado, o melhoramento genético, a introdução de vectores de aperfeiçoamento de raça. Mas garantiu que o gado local vai melhorar sem a introdução de métodos estranhos à criação local de gado bovino, ovino e caprino.
O programa está orçado em 35 milhões de dólares e é desenvolvido ao longo de cinco anos. As modalidades de acesso ao programa, disse Paixão Franco, é vista de projecto a projecto, mas o BDA vai praticar taxas de juros bonificadas, indo à volta dos 6.7 por cento por ano.

Satisfação dos beneficiários

O soba do Virei, Bernardo Musondi, em nome dos camponeses, disse que o projecto vai contribuir de forma significativa para o desenvolvimento do município, particularmente para a actividade dos criadores de gado.
O projecto, disse a autoridade tradicional, evita grandes deslocações com o gado, em alturas de seca, para dar de beber e de comer aos animais, o que provoca conflitos.
A governadora da província do Namibe, Cândida Celeste, concordou que o projecto ajuda a melhorar as condições de vida das populações e a sua concentração, evitando que as crianças fiquem sem estudar por causa dos trabalhos que prestam aos pais.
Com este projecto, espera-se que sejam abertas agências bancárias, no município, o que facilita a vida dos funcionários e trabalhadores e habitantes das localidades circunvizinhas.
O Programa de Desenvolvimento Pecuário prevê a criação de furos de água, produção forrageira, maquinarias, apoio veterinário e técnico, centro de formação, parque de maneio, mangas de tratamento e armazéns.

Tempo

Multimédia