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Sector da saúde tem mais pessoal

João Upale| Namibe

O sector da saúde na província do Namibe admitiu especialistas e funcionários, no âmbito do concurso público para provimento de 231 vagas.
O director provincial em exercício do pelouro, Gaspar Cardoso, disse que as vagas foram preenchidas por pessoal médico, de enfermagem, de apoio hospitalar e administrativo.

Autoridades da província do Namibe apostam na diminuição dos índices de mortalidade com a admissão de mais técnicos de saúde
Fotografia: Afonso Costa| Namibe

O sector da saúde na província do Namibe admitiu especialistas e funcionários, no âmbito do concurso público para provimento de 231 vagas.
O director provincial em exercício do pelouro, Gaspar Cardoso, disse que as vagas foram preenchidas por pessoal médico, de enfermagem, de apoio hospitalar e administrativo.
Gaspar Cardoso frisou que a realização do recente concurso público, no dia 28 de Maio, deveu-se às quotas que o governo da província disponibilizou face à carência de pessoal da saúde.
O director provincial em exercício recordou que a governadora Cândida Celeste exarou um despacho que permitia a constituição da comissão de júri e, por via da comunicação social, divulgar a lista de vagas, para as quais concorreram 1.979 candidatos.
“Infelizmente também não conseguimos chegar ao apuramento das 231 vagas, porque algumas categorias não foram suficientemente preenchidas, como são os casos de médicos assistentes, médicos internos e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutico”, revelou.
Apesar da admissão de novos quadros, nos cinco municípios da província há ainda uma insuficiência de pessoal técnico e de especialidade, para colmatar as carências do sector, já que todos os centros de saúde foram transformados em hospitais municipais, com 60 e 70 camas, depois de reabilitados e equipados.
Em função disso, adiantou, os indicadores da saúde obrigam que o quadro de pessoal tem de ser reforçado. Daí que os cinco municípios ainda tenham um défice de pessoal, admitiu Gaspar Cardoso.
Embora existam estes problemas, o responsável reconhece haver melhorias substanciais a nível das infra-estruturas sanitárias.
Em 2008, a província tinha 71 unidades sanitárias e em 2011 passou a ter 78. “Quer dizer que subimos, em termos de hospitais municipais e de postos médicos”, sublinhou.Gaspar Cardoso disse que este ano a província tinha 40 vagas para enfermeiros, tendo em conta o número de infra-estruturas construídas.

Benefícios da municipalização

Gaspar Cardoso salientou que a municipalização dos serviços de saúde,particularmente na província do Namibe, trouxe benefícios.
Foram adquiridas ambulâncias e distribuídas em todos os municípios, facilitando assim a transferência de doentes para a sede da província do Namibe.
Os serviços de saúde provinciais são assegurados por 67 médicosexpatriados, entre cirurgiões, ortopedistas, pediatras e ginecologistas.Juntamente com os médicos cubanos, vietnamitas e russos, a província tem 1.354 especialistas e funcionários de saúde angolanos.

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