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Sindicalista defende reajuste de salários

João Upale| Namibe

O responsável da União dos Sindicatos do Namibe realçou que a UNTA-Confederação Sindical está preocupada com os subsídios e reajustamento dos salários dos trabalhadores e pede ao Executivo que "reveja tal situação", para equiparação com o nível de vida actual, que se reflecte no mercado informal e formal.

Um ângulo da cidade do Namibe que albergou a reunião dos sindicalistas
Fotografia: Francisco Bernardo

Uime Jamba falava numa palestra dirigida aos filiados, subordinada ao tema “ Crise Económica em Angola,” que visou marcar a abertura das actividades alusivas ao Dia Internacional do Trabalhador, a assinalar-se a 1 de Maio, e que serviu para informar os participantes da situação económica no país, decorrente da baixa do preço do petróleo. “Estamos a pedir o reajustamento dos salários,” disse, ao mesmo tempo que se congratulou com a medida do Estado de manutenção dos níveis de preços.
O prelector lembrou que, no passado dia 25 de Fevereiro, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil informou os parlamentares sobre a actual situação económica do país, tendo explicado o que o Executivo agendou, como a contenção das despesas.
Na qualidade de economista, Uime Jamba defende que caso haja diversificação da economia “há no país uma estabilidade macroeconómica: a moeda vai estabilizar-se, o valor do kwanza volta ao seu devido lugar e pode ocorrer uma desvalorização da moeda internacional em relação à nacional,” disse.
Para o economista, se os preços forem estáveis e se se reajustarem os salários dos trabalhadores, “temos  uma economia compatível quer para as famílias quer para o país,” concluiu.
O participantes foram esclarecidos sobre todas as reformas em curso no país (a crise económica, a descida do preço do barril de petróleo, as consequências, vantagens e desvantagens) e como se pode sobreviver contra a situação da crise.
“Dissemos que o Executivo tem uma aposta, a fórmula aplicada é boa e bem-vinda: a diversificação da economia faz com que o país deixe de viver ou sobreviver somente da aposta do petróleo”, referiu, tendo recordado que na era colonial apostava-se muito na agricultura, ao lado da produção industrial, citando como exemplo as fábricas de Benguela de cana-de-açúcar e indústria têxtil, de extracção de café no Norte do país, entre outros projectos .

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