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Técnicos frequentam curso no Namibe

João Upale | Namibe

Técnicos das repartições da Agricultura, do Ambiente e das administrações municipais participaram durante 11 dias num curso acelerado sobre avaliação, uso e identificação de terras, na cidade do Namibe.

Degradação de terrenos pode afectar a vida das comunidades que habitam no meio rural
Fotografia: António Gonçalves | Benguela

Os participantes desenvolvem a sua actividade nas dependências do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) de Benguela, Huíla e Namibe. A iniciativa baseada no tema genérico “Metodologias de Avaliação da Degradação dos Solos em Zonas Áridas”, promovida pelo Fundo Global do Ambiente, integra a segunda componente do Projecto de Reabilitação de Terras e Gestão das Áreas de Pastagem nos Sistemas de Produção Agro-pastoris dos Pequenos Produtores no Sudoeste de Angola (RETESA).
O RETESA é um projecto do Executivo implementado pelos ministérios do Ambiente, do Comércio e da Agricultura, e dos governos da Huíla, Benguela e Namibe. A acção formativa foi orientada por especialistas da Argentina, com base numa parceria entre o Ministério do Ambiente e o Governo daquele país.
O conselheiro técnico internacional do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) do projecto RETESA, Txaran Basterrechea, disse que a degradação da terra constitui um problema que pode afectar a vida e o sustento das comunidades que habitam no meio rural.
O especialista salientou que a formação sobre análise da degradação da terra permite avaliar o estado biológico dos pastos, florestas e recursos hídricos.
Txaran Basterrechea sublinhou que cada técnico a nível municipal e provincial deve ter conhecimentos científicos deste processo de degradação da terra e de como funcionam os ecossistemas. “Este trabalho de campo serviu para se ter um diagnóstico de como estão os recursos naturais nas zonas alvo das localidades e também abranger à posterior os outros municípios constantes do projecto”, assegurou.
O conselheiro técnico acrescentou que os técnicos receberam uma vasta informação, com utilidade tanto para o projecto quanto para as próprias instituições envolvidas, porque reforça a conservação dos recursos naturais. Antes da conclusão do curso, os participantes deslocaram-se aos municípios da Bibala e do Virei, onde procederam à avaliação prática dos conhecimentos adquiridos.

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