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Tômbwa quer empresários no turismo

Manuel de Sousa | Namibe

A construção da ponte sobre o rio Curoca, que contará com duas faixas de rodagem, o melhoramento da rede eléctrica e o abastecimento de água potável às populações, a não existência de crianças fora do sistema de ensino, bem como a melhoria do atendimento médico, são alguns dos grandes ganhos sociais a registar no município do Tômbwa, fruto do programa do executivo de combate à fome e à pobreza e do fundo de gestão municipal, que visa a melhoria da qualidade de vida das populações.

Administrador João Guerra de Freitas
Fotografia: Afonso Costa

A construção da ponte sobre o rio Curoca, que contará com duas faixas de rodagem, o melhoramento da rede eléctrica e o abastecimento de água potável às populações, a não existência de crianças fora do sistema de ensino, bem como a melhoria do atendimento médico, são alguns dos grandes ganhos sociais a registar no município do Tômbwa, fruto do programa do executivo de combate à fome e à pobreza e do fundo de gestão municipal, que visa a melhoria da qualidade de vida das populações.
O sector da Educação conheceu grandes melhorias nos últimos tempos, com a construção de duas escolas em cada bairro, o que permitiu acabar com o fenómeno crianças fora do sistema de ensino a nível do município, segundo o seu administrador, João Guerra de Freitas.
“Temos escolas e postos de saúde em locais onde ainda não vive ninguém por enquanto, o que significa que não temos crianças fora do sistema de ensino. Estamos nesta altura a construir mais de 40 fogos habitacionais, o que demonstra o desenvolvimento acentuado do município”, garantiu.
A reabilitação da Estrada Nacional Namibe-Tômbwa e a recuperação das vias terciárias e as interurbanas são também apostas da administração municipal visando uma melhor mobilidade de pessoas e bens, bem como melhorar a imagem da vila, para orgulho dos seus habitantes e visitantes.
O município, de acordo com o administrador, pode crescer também no capítulo turístico, já que existem zonas atractivas, como é o caso do Parque Nacional do Iona. Entretanto, lamentou o facto de caçadores furtivos estarem a afugentar os animais que emprestavam beleza excepcional à localidade.
“Podemos muito bem fazer desenvolver o município por intermédio do turismo, mas para tal é necessário que as pessoas ganhem consciência da importância da fauna e da flora”, disse, referindo que com a nova política do governo de recuperação dos parques, “acreditamos que o Iona vai voltar a ser o que era antes”.

Níveis baixos de pescado


A degradação das infra-estruturas em terra, o fenómeno das focas e as mudanças de temperatura estão na base da redução dos níveis de captura de pescado na vila piscatória do Tômbwa nos últimos tempos, o que está a afectar o nível de vida das populações desta localidade que outrora já foi um dos maiores mercados de peixe no país.
O sector das pescas no município do Tômbwa vive momentos difíceis, mas fruto de algumas medidas tomadas pelo Ministério das Pescas, com realce para a veda do carapau, a vila já está a conhecer melhorias na captura do pescado, de acordo com o administrador do município.
João Guerra de Freitas falou igualmente da necessidade de aumentar o patrulhamento das águas territoriais, “de formas a evitar que piratas venham levar o pouco peixe que já temos”. O fenómeno das focas que povoam principalmente a Baía dos Tigres, com uma colónia muito grande e que se alimentam de peixe, também preocupa as autoridades. A redução dos níveis do pescado está na base do aumento do desemprego naquela localidade e do baixo nível de vida das populações que dependem essencialmente da pesca. Para além da pesca, a população da vila do Tômbwa tem como actividades o comércio, a agricultura de subsistência nos vales do rio Curoca e na localidade do Pinda e que servem também para abastecer o mercado do município e da sede da província. Com uma superfície de 18.019 quilómetros quadrados, o município do Tômbwa tem uma população estimada em 190 mil habitantes. Situa-se no litoral sul de Angola, e está limitado a Oeste pelo oceano Atlântico, a Sul pelo rio Cunene e a República da Namíbia e a Norte pelo município do Virei.

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