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Namibe tem posto móvel para emissão de documentos

João Upale | Namibe

Desde a sua abertura, em Outubro último, o posto fixo dos serviços provinciais de Identificação Civil no Namibe já emitiu 5.700 novos Bilhetes de Identidade, revelou nesta cidade o chefe do sector.
Custódio Singui, que falava durante a inauguração, na passada sexta-feira, do primeiro posto móvel da província, no bairro com maior aglomerado populacional, o “ 5 de Abril,”, referiu que desde Janeiro até à presente data “foram ainda emitidos 1.740 Bilhetes de Identidade”.
O chefe do sector de Identificação Civil no Namibe garantiu que a aquisição deste camião – posto móvel – vai permitir que as pessoas impossibilitadas de adquirir a cidadania nacional devido à exiguidade de espaço do único posto fixo, podem agora fazê-lo mais facilmente.
“Hoje abrimos o posto móvel que nos vai ajudar a passar nas localidades distantes do posto fixo e vamos poder atender normalmente a nossa população. No início tínhamos alguns problemas técnicos e os Bilhetes de Identidade não estavam a sair, mas desde que se instalaram novas aplicações no sistema, a situação ficou resolvida”.
Custódio Singui garantiu que, numa próxima fase, vão entrar no processo outras carinhas equipadas com a mesma tecnologia, com o intuito de atingir aquelas localidades às quais o camião não consegue chegar, por dificuldades nas vias de acesso.
“Defendemos que o Camucuio e Bibala vão ter postos fixos. Na próxima fase só vamos receber duas carinhas Mitsubishi que nos vão ajudar a fazer essas operações a nível do Virei, Cainde e em outras áreas mais recônditas.”
Os serviços móveis de Identificação Civil permanecem nas áreas escolhidas durante cinco dias, para depois irem “passando noutras, durante períodos de tempo variáveis, porque algumas têm mais gente que ainda não possui o B.I.” concluiu Custódio Singui.
Os cidadãos do 5 de Abril manifestaram a sua satisfação afirmando acreditarem que com estes postos móveis vai haver confiança no tratamento dos demais documentos dependentes do B.I. e facilitar o ingresso na função pública, conforme acredita o soba do município sede, José Bony. “As pessoas das nossas comunidades já podem ter o documento que as identifica como cidadãos nacionais e, posteriormente, procurarem um emprego que lhes permita ter um ganha-pão”, disse.
 Por seu turno, a vice-governadora da província, Maria dos Anjos Pedro, frisou que o lançamento de postos móveis dos Serviços de Identificação Civil no país, iniciado no ano passado, é um programa importante para os angolanos porque permite que os cidadãos adquiram o documento que lhes confere a identidade nacional e, ao mesmo tempo, os identifica perante as autoridades competentes, públicas e privadas.

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