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Novas infra-estruturas na vila do Ngonguembo

Marcelo Manuel|Ngonguembo

O município do Ngonguembo dispõe, desde quarta-feira, de mais duas escolas, uma no sector do Tumba, e outra, no de Cafuta, e de um posto de saúde, na comuna de Camame.

 O município do Ngonguembo dispõe, desde quarta-feira, de mais duas escolas, uma no sector do Tumba, e outra, no de Cafuta, e de um posto de saúde, na comuna de Camame.
As inaugurações oficiais foram feitas pelo vice-governador para a esfera social e de serviços políticos.
José Kipungo, que também inaugurou o sistema de iluminação pública do sector Velho Yango, que passa a estar abastecido por um gerador de 30 KVA, visitou as obras de reabilitação da estação de captação e tratamento de água potável, que vai servir mais de duas mil famílias da vila de Quilombo dos Dembos.
Os projectos, criados a partir do fundo de gestão municipal do Ngonguembo e inaugurados no quadro das comemorações do 4 de Fevereiro, visam melhorar as condições sociais básicas da população.
Os projectos estão avaliados, no seu todo, em cerca de 68 milhões de kwanzas.
José Kipungo pediu aos encarregados de educação que dêem prioridade aos estudos das crianças em m vez de as mandar trabalhar no campo.
O vice-governador, que lembrou que é das crianças que depende o futuro da nação, pediu à população que cuide dos imóveis para poderem servir as gerações vindouras.
Uma das escolas inauguradas tem capacidade, em dois turnos, para 144 alunos e a outra para cem. A do sector de Cafuta dispõe de uma casa para o responsável do sector da Educação, a quem foi oferecida uma mota.

Falta de ambulância
 
O posto de saúde da comuna de Camame, com capacidade para seis camas, além do consultório, dispõe de farmácia. Também neste caso, tem anexado uma casa, com três quartos, destinada a técnicos de saúde.
O responsável da saúde frisou que o posto, que atende também doentes dos municípios da Banga e do Golungo Alto, vai assistir melhor a população. Lando Afonso referiu que as doenças mais frequentes são as respiratórias agudas, a malária e a sarna e que o sector não tem falta de medicamentos.
O principal problema, disse, é a falta de uma ambulância, pois os doentes em estado mais grave têm de ser transportados por candongueiros, que cobram 700 kwanzas por pessoa.
Além disso, lamentou que os partos sejam feitos sem que haja material para o efeito e parteiras.
O posto tem três enfermeiros, número que Lando Afonso considera insuficiente para atender os cerca de 20 pacientes diários.
 O administrador municipal do Ngonguembo, Mateus Garcia, revelou que na agenda de prioridades está a construção, na vila de Quilombo dos Dembos, de um centro materno infantil.
A construção, em todas as sedes comunais e sectoriais, de postos de instrução comunitária, vulgarmente conhecidos por “pic-pec”, é outra das prioridades da administração municipal.

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