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Novos hospitais construídos no Lubango

Arão Martins | Lubango

O sector da Saúde na Huíla é reforçado com a construção de dois novos hospitais no município do Lubango, no quadro do Programa de Investimentos Públicos para 2014, anunciou o director provincial.

Em cada município da província existem equipas de triagem e de atendimento primário de saúde constituídas por médicos e enfermeiros
Fotografia: Arão Martins | Lubango

Altino Matias informou que os hospitais vão ser construídos nos bairros Bula Matadi e Chioco, arredores da cidade do Lubango, para fazer face aos grandes problemas que ainda se registam no sector e evitar excesso de doentes nas unidades em funcionamento.
“Pretendemos diminuir o número de pacientes nos hospitais da cidade do Lubango e dar uma assistência mais humanizada à população”, frisou. Os novos hospitais de nível municipal surgem para descongestionar o Hospital Central Dr. António Agostinho Neto, que passa a atender casos graves.
O director da Saúde na província lembrou a existência nos bairros do Lubango de postos de saúde preparados para prestar assistência médica e medicamentosa à população. Citou o da localidade da Tchimucua, Kuawa, Bula Matadi, Santo António, Rio Capitão, Só Frio entre outros que estão a contribuir para a melhoria do sector.
Grande parte dos municípios não dispõe de hospitais municipais, apenas centros de saúde. Altino Matias pretende ver melhorado o sector e, para tal, disse, cada município deve ter um hospital.
Com a expansão das unidades sanitárias, sustentou, facilmente vão ser evitadas mortes, sobretudo por acidentes de viação, considerada a segunda causa de mortalidade na província. Acrescentou que um acidente que acontece no município de Caluquembe, em vez de ser evacuado para a cidade do Lubango, pode ser tratado localmente, sem precisar ser assistido no Hospital Central do Luabango.
“Vão ser criadas infra-estruturas com serviços de cirurgia, ortopedia, pediatria, obstetrícia e medicina que permitam acudir casos que levam tempo a serem transferidos para os grandes hospitais”, salientou. A província da Huíla conta com 148 médicos, insuficientes para dar resposta à procura. Uma situação que vai ser colmatada no quadro do projecto do Executivo.
Nos municípios existem equipas de triagem e de atendimento primário de saúde composto por médico, enfermeiro e estatístico.

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