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Novos serviços sociais básicos entraram em funcionamento

António Gonçalves | Benguela

A população dos municípios do Bocoio e Balombo ganhou, ontem,   dois sistemas de captação e tratamento e distribuição de água, disse o administrador comunal de Monte Belo.

Sistemas de água instalados nos municípios
Fotografia: Mavitidi Mulaza

Duas escolas com seis salas de aulas cada, para 1.260 alunos, uma agrovila para 30 famílias, um centro de tratamento de tuberculose, um centro infantil e   uma unidade de processamento de abacaxi foram também inaugurados.
No município do Bocoio, as localidades de Saraiva e Canhala Kombundi, na comuna do Monte Belo, beneficiaram dos sistemas de captação, tratamento e distribuição de água,   abrangem 4.697 pessoas. A cerimónia de entrega destas infra-estruturas sociais foi testemunhada pelo governador provincial de Benguela.
O administrador comunal de Monte Belo, António Geraldo, agradeceu o gesto e lembrou a promessa feita por Isaac dos Anjos na sua anterior visita, em função da preocupação apresentada pela população sobre a instalação, naquela localidade, de uma unidade de processamento do abacaxi, uma fruta produzida naquela comuna em grande quantidade   e que por falta de escoamento se  deteriora.
O pedido foi ouvido e  uma unidade fabril está a ser erguida na localidade de Alesso, o que constitui para o administrador comunal de Monte Belo, “uma mais-valia para alavancar o desenvolvimento da região, a julgar pelos benefícios que daí advirão, nomeadamente os postos de trabalho directos à juventude”.
O administrador comunal do Monte-Belo disse “que para se alcançar essa meta, é imperiosa a adopção de políticas agrícolas concretas, tais como o alargamento das áreas de cultivo e produção do abacaxi, como principal matéria-prima, sobretudo por via do incentivo e apoio à prática de uma agricultura mecanizada sustentável e em larga escala, que só é possível com a criação, potencialização e a capitalização das cooperativas de camponeses e agricultores credíveis e fortes”.
António Geraldo justifica a afirmação com o facto de “os actuais indicadores de produção disponíveis pelos camponeses individuais e colectivos e  não poderem  garantir a sustentabilidade do processamento diário e permanente da unidade fabril”.

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