Províncias

Obras em vias impedem transporte de combustível

O abastecimento de combustível aos municípios de Camucuio e Virei, na província do Namibe, está condicionado, devido à reabilitação das vias de acesso àquelas localidades, informou ontem o governador Archer Mangueira.

Vários troços rodoviários da província do Namibe precisam de intervenção urgente
Fotografia: Edições Novembro

Em declarações à imprensa, no final de uma visita à Sonangol Distribuidora e Logística, situada na localidade do Saco-Mar, município de Moçâmedes, Archer Mangueira apontou as péssimas condições das estradas Moçâmedes/Virei e Bibala/Camucuio, como factor que impede o transporte de combustíveis aos dois municípios.
Archer Mangueira disse que o mau estado das estradas tem danificado os camiões que, às vezes, são obrigados a paralisar a transportação, deixando as populações dos referidos municípios privadas de energia eléctrica e outros serviços sociais, que são prestados através de sistemas de geradores.
“Temos que encontrar, com as instâncias competentes, a melhor via para a distribuição do combustível, pois, no Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) consta a reabilitação do troço Moçâmedes/Virei e aí poderemos fazer alguma coisa “, referiu o governador.
Outro problema, segundo o responsável, prende-se com as cheias que deixam localidades intransitáveis, como o município do Camucuio. “Quando os rios transbordam as vias ficam intransitáveis, deixando esta localidade sem comunicação”.
De acordo com o governador, a Sonangol continua a fornecer combustível com normalidade à região sul do país (Cunene, Huíla e Cuando Cubango), mesmo com as dificuldades das vias de acesso.
Na jornada de campo, Archer Mangueira visitou também as obras de construção da ponte de atracagem de navios de combustível da Sonangol, que se encontra paralisada, mas com previsão de arrancar em Março do ano em curso, e a Academia de Pescas e Ciências do Mar, onde se inteirou do seu funcionamento e dificuldades, com destaque para a falta de biblioteca e refeitório.

Estradas no Moxico sem asfalto

Mais de seis mil quilómetros de estradas da província do Moxico necessitam de asfaltagem, com vista o desenvolvimento social e económico da região, anunciou ontem, em Cazombo, município do Alto Zambeze, o vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, Manuel Lituai.
Falando à imprensa, no final de uma visita de constatação do actual estado da Estrada Nacional (EN-250), que liga as sedes do Luau e do Cazombo (Alto Zambeze), acrescentou que a necessidade de asfaltagem das vias é do conhecimento do Ministério da Construção e Obras Públicas.
O governante referiu que o Moxico só pode desenvolver-se social e economicamente, com a construção das vias de comunicação que ligam a cidade do Luena às sedes municipais e comunais, o que vai permitir a transportação, com comodidade, de pessoas e bens.
A EN 250, depois de ter sido terraplanada num percurso de 170 quilómetros, acrescentou Manuel Lituai, será intervencionada novamente, em breve, pela empresa Sinohydro Corporation, por estar ainda dentro do plano de manutenção, que é de 12 meses.
Explicou que o Governo do Moxico e o Ministério da Construção e Obras Públicas vão dialogar com a empresa encarregue pela obra, para encontrar a solução para a reabilitação de quatro zonas críticas do troço em referência , devido as intensas chuvas que se abatem sobre a região.
Dos 255 quilómetros que compreendem a EN 250, 80 possuem asfalto e 170 mereceram obras de terraplanagem, em Abril do ano findo, num programa de emergência do Ministério da Construção. A obra custou mais de oitocentos milhões de kwanzas aos cofres do Estado.

Tempo

Multimédia