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Obras para conter ravinas vão finalizar em Outubro

Isidoro Samutula | Dundo

As obras de contenção das ravinas que ameaçam destruir vários prédios da zona IV da centralidade do Mussungue,  e algumas infra-estruturas  na cidade do Dundo, província da Lunda-Norte, iniciaram ontem.

Uma ravina de grande dimensão está a progredir em direcção a Centralidade de Mussungue na cidade do Dundo
Fotografia: Joaquim Manuel Aguiar | Edições Novembro

Os trabalhos que serão executados durante três meses, por um valor acima de quatro mil milhões de kwanzas, estão a cargo da  empresa Griner Engenharia, SA, que venceu o concurso público, para o efeito, realizado pelo Ministério da Construção e Obras Públicas.
As obras vão basear-se  na contenção de quatro ravinas que progridem em direcção à centralidade do Mussungue, Aeroporto do Kamaquenzo e nas   estradas nacionais 180 e 225, no sentido Dundo-Xá-Muteba.
Para se travar as  ravinas, de acordo com o estudo técnico apresentado pelo empreiteiro, serão feitos 58 mil 290 metros cúbicos do volume de escavação e um volume de aterro de 43 mil 983 metros cúbicos.
A intervenção inclui também terraplanagem, estruturas de drenagem das águas fluviais e integração paisagística de 41 mil 831 metros quadrados. A fiscalização das obras, segundo  estão a cargo das empresas BDM engenharia e da DAR Angola.
O ministro da Construção, Manuel Tavares de Almeida, disse que o  arranque  das obras da cidade do Dundo marca o início de um programa de estabilização das ravinas na região leste do país, que inclui as províncias da Lunda-Norte, Lunda-Sul e do Moxico.
O programa, segundo o ministro, vai continuar nos próximos dias, nas restantes províncias onde existem também este fenómeno, com realce para as províncias do Cuando Cubango, Cunene, Huíla, Uíje e Zaíre, que, de acordo com o governante, são locais  situados numa extensão territorial susceptível de erosão hidráulica.
Manuel Tavares de Almeida disse que o órgão que tutela “fez  o levantamento completo” das ravinas que se estão a desenvolver nestas regiões e “traçou programas concretos” para as estancar.
“Estão cumpridas as formalidades e procedimentos administrativos exigíveis por lei e assegurados os recursos financeiros para esses trabalhos, o que cria as condições para que o sector da Construção e Obras Públicas possa levar a cabo as obras programadas de estancamento das ravinas”, sublinhou.
O ministro disse ainda que, paralelamente aos trabalhos de estabilização das ravinas, o Ministério da Construção está a desenvolver projectos de estudo de bacias que envolvem os aglomerados populacionais nas regiões com ravinas, com vista a projectar sistemas de macro drenagem para evitar que os fluxos hidráulicos provoquem o desenvolvimento e a progressão das ravinas existentes.
Manuel Tavares de Almeida apelou ao empreiteiro e às empresas de fiscalização para  “fazerem o melhor dentro das competências de engenharia”, de modo a terminar a empreitada nos prazos, apesar do período das chuvas que se avizinha.
O governador provincial da Lunda-Norte, Ernesto Muangala, disse, na ocasião, que o acto demonstra a capacidade do Executivo em congregar esforços para a resolução dos problemas da população.
Realçou que a província da Lunda-Norte tem 70 ravinas registadas que aguardam pela resposta positiva do Ministério da Construção e Obras públicas para intervenção.
Ernesto Muangala pediu à população  para  evitar práticas que contribuam para o surgimento de erosões, como queimadas, desmatamento e exploração ilegal de inertes, entre outras.
“A população deve juntar sinergias aos esforços do Estado na adopção de medidas de prevenção e contenção de ravinas, para que se possa  eliminar os riscos  de destruição das infra-estruturas, habitações e empreendimentos públicos”, disse, o governador provincial,  que também apelou ao empreteiro a cumprir com o estabelecido contratualmente.

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