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Obras sociais melhoram imagem da cidade

Estácio Camassete | Huambo

Vários projectos sociais estão a ser construídos na capital do Planalto Central, Huambo, que ontem celebrou 103 anos, desde a sua ascensão à categoria de cidade em1912, que até a proclamação da Independência Nacional se chamou Nova Lisboa.

Feira oferece durante uma semana aos turistas e visitantes várias obras de artes plásticas feitas com mestria por artistas do município sede
Fotografia: Francisco Lopes | Huambo

A sua ascensão à categoria de cidade coincidiu também com a primeira viagem de comboio dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), da cidade portuária do Lobito ao interior.
Para comemorar a efeméride, várias actividades decorrem desde o dia 15 de Setembro, com o encerramento oficial previsto para o final do mês. A feira de produtos e a gastronomia local completam os  atractivos das festas, que mostram também as potencialidades de uma província em mudança.
Além do ambiente festivo, a cidade oferece também ao turista e visitante a imagem de uma urbe em transformação e crescimento económico e social depois de um longo período de guerra que dilacerou praticamente tudo que havia conquistado.
Alcançada a paz, o desenvolvimento da cidade nunca mais parou e, apesar de alguns constrangimentos, o vasto programa de recuperação e ampliação de infra-estruturas sociais, melhoramento do saneamento básico, requalificação e ordenamento territorial seguem o seu curso normal com vista a proporcionar alegria, conforto, tranquilidade e segurança aos seus habitantes.
Para a alegria e orgulho dos munícipes, a cidade está a crescer: novas rotundas foram construídas nos pontos críticos da circulação rodoviária e também abertas novas avenidas, melhoradas as vias secundárias e terciárias. A reabilitação das estradas principais e secundárias da cidade, cujo programa já dura pouco mais de oito anos, está a facilitar também o acesso das mercadorias do campo aos principais mercados e centros de distribuição, contribuindo, deste modo, para a retirada das comunas e aldeias do isolamento, e para a criação de vários postos de trabalho.

Rede sanitária e escolar

O crescimento da cidade está também a ser acompanhado pelo alargamento da rede escolar e sanitária. Os exemplos mais visíveis são o melhoramento do atendimento aos doentes, com a consequente reabilitação das unidades hospitalares e o apetrechamento dos mesmos com meios ultra modernos, para servir da melhor forma os munícipes e os pacientes provenientes de outras localidades.
A rede escolar ficou mais dinâmica. Foi alargada e hoje absorve um maior número de crianças que passaram a estudar em melhores condições. A cidade do Huambo é considerada a capital do saber, por acolher maior número de alunos da iniciação ao ensino superior, muitos destes provenientes de outras províncias.
A oferta de serviços básicos às populações aumentou, em função da circulação regular do comboio do CFB, que possibilita a transportação de grandes volumes de mercadorias e a dinamização das trocas comerciais entre as províncias do centro e sul do país.
No âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza, o governo da província pretende dar solução aos problemas que mais afligem os citadinos, com destaque para a energia e água, embora ter já abrangido milhares de pessoas.
 Quanto aos programas habitacionais, muitos jovens conseguiram casas próprias.
Foram distribuídas residências sociais nas localidades do Lossambo, arredores da cidade, alargando a zona metropolitana para cada vez maior número de cidadãos.
 Ao comemorarem 103 anos da cidade, os munícipes reconhecem as grandes transformações que a urbe sofreu desde a sua fundação até à data actual.

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