Províncias

Pacientes do Cunene são assistidos no Bié

Matias da Costa| Cuito

Um grupo composto por 99 pessoas deficientes, proveniente da província do Cu-nene, está a ser assistido des-
de segunda-feira no Centro Ortopédico de Reabilitação Física do Bié, no Cuito, com a substituição de próteses e a distribuição de muletas.

Deficientes do Cunene são assistidos na província do Bié por um período de 15 dias
Fotografia: LEONARDO CASTRO | ANGOP

O director do centro  assegurou que a assistência aos integrantes do grupo é feita faseadamente, em grupos de dez a 15 pacientes.
Bértil Cassoma disse que o processo decorre desde o final do ano passado e especificamente para a província do Cunene.
O responsável do centro do Cuito frisou que apesar da redução para 70 por cento da produção de matéria-prima, o centro continua a receber pessoas com necessidades físicas das provín-cias de Cabinda, Moxico e Malanje.
Apesar do atraso nos pagamentos, o Centro Ortopédico de Reabilitação Física do Bié mantém o vínculo com parceiros que, pontualmente, vão fornecendo materiais necessários para o trabalho, informou Bértil Cassomaque  realçou que das dezoito províncias do país apenas nove dispõem de um centro ortopédico e que o Bié, pela sua localização geográfica e especialistas com formação  reconhecida, tem sido uma zona de influência e de grande do fluxo de pacientes.
Bértil Cassomaque  disse que o centro prestou até Dezembro do ano passado assistência e substituição de 247 próteses. Já no que toca à fisioterapia foram assistidos 7.544 pacientes, distribuídos 112 pares de muletas e feito atendimento interno e externo a 2.790 pessoas.
O Centro Ortopédico de Reabilitação Física conta com 35 trabalhadores, dos quais 16 responsáveis da área técnica. O director disse que as fracturas, acidentes vasculares cerebrais, pé boto, e problemas de colunas vertebral são as doenças mais assistidas.
Alberto Afeni, responsável do grupo do Cunene, disse que, a ausência de um centro de reabilitação na  província tem motivado a deslocação dos pacientes para outras regiões do país.
O interlocutor do Jornal de Angola acrescentou que desde a sua permanência na cidade Cuito, já foram atendidos quatro integrantes do grupo.

Tempo

Multimédia