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Pambangala precisa de recuperar infra-estruturas

CASIMIRO JOSÉ | Sumbe

A comuna da Pambangala, município de Kassongue, província do Kwanza-Sul, está a precisar de intervenções urgentes para a recuperação das suas principais infra-estruturas sociais e garantir serviços básicos, visando proporcionar aos habitantes uma vida condigna.

Administrador Estêvão Lungala
Fotografia: Cesar Esteves |Sumbe

 

A comuna da Pambangala, município de Kassongue, província do Kwanza-Sul, está a precisar de intervenções urgentes para a recuperação das suas principais infra-estruturas sociais e garantir serviços básicos, visando proporcionar aos habitantes uma vida condigna.
De acordo com o administrador comunal, Estêvão Lungala, a população da região enfrenta enormes dificuldades, desde a falta de água potável, devido a destruição do sistema de captação, passando pela falta de sementes, fertilizantes, pesticidas, tractores para lavoura e corrente eléctrica domiciliária e pública.
A comuna da Pambangala tem ainda dificuldades que se prendem com a falta de professores, enfermeiros, ambulâncias e estabelecimentos comerciais para suprir as carências em bens indispensáveis ao consumo humano.
Para reverter o quadro, segundo Estêvão Lungala, estão em execução três projectos, através do Fundo de Apoio à Gestão Municipal, virados para a reabilitação do sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável.
O projecto inclui ainda a reabilitação e a ampliação da escola primária da sede municipal e a construção do centro médico com capacidade de 30 camas, obras que serão igualmente feitas na sede comunal.
A administração comunal tem ainda em carteira a reposição da rede de distribuição de energia eléctrica domiciliária e pública e a aquisição de um grupo gerador para fazer face às preocupações nesta área.

Saúde e Educação

Com uma população estimada em cerca de 49.169 habitantes, a rede sanitária da comuna é composta por um centro médico, que presta serviços de medicina geral, pediatria, puericultura e maternidade, sete postos de saúde, 14 postos de venda de medicamentos e cinco postos médicos privados. Segundo o administrador comunal de Pambangala, estão em serviço efectivo um total de 33 enfermeiros de vários escalões. De acordo com as autoridades sanitárias, as doenças mais frequentes são a malária, as diarreicas e respiratórias agudas.
No sector da Educação, a comuna tem 7.715 alunos do ensino de base e frequentar este ano lectivo. Existem quatro escolas de carácter definitivo e igual número de construções precárias, perfazendo um total de 64 salas de aulas, estando a assegurar o funcionamento destas cerca de 150 professores.
Algumas escolas estão abrangidas pela merenda escolar, projecto que beneficia 3.294 alunos. As autoridades estão a desenvolver esforços para que o número de crianças a receber a merenda aumente, no próximo ano lectivo.
Por falta de professores e infra-estruturas escolares, estão fora do sistema do ensino 6.847 crianças, com idades compreendidas entre os cinco e 13 anos. Para minimizar a situação, são necessários mais de 48 professores e a construção de mais escolas.
O administrador comunal mostrou-se confiante, quanto à viragem do cenário actual, sublinhando que o governo está empenhado na procura de soluções para a melhoria das condições de vida das populações. “Estamos a trabalhar no sentido de resolvermos os problemas que afligem as nossas populações, pois, o programa de gestão municipal contempla acções que constituem as principais preocupações da nossa comuna”, disse o responsável, para quem os longos anos de guerra são uma das causas que levaram a comuna a este nível de atraso.
Apelou a sociedade civil e igrejas a se juntarem aos esforços do Governo na identificação e solução dos problemas que ainda afectam as populações da comuna de Pambangala e arredores.

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