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Parques nacionais com dinheiro próprio

Manuela Gomes

A partir de Março próximo, os parques nacionais passam a ser unidades orçamentadas pelo Estado, o que vai permitir que as administrações criem serviços de gestão, recursos humanos e outras áreas auxiliares apropriadas, garantiu ontem, em Luanda, a ministra do Ambiente.

Parques Nacionais continuam ser áreas privilegiadas para o programa de Ecoturismo
Fotografia: Maria Augusta|Edições Novembro

Falando num encontro com a imprensa, por ocasião do Dia Nacional do Ambiente, que hoje se assinala,  Paula Francisco destacou o fomento do ecoturismo em Angola e lembrou que os parques  nacionais, além da recuperação dos animais, são áreas  com um passado histórico. 
Explicou que o Programa Nacional do Fomento do Ecoturismo foi lançado em 2015, referindo que daí em diante o empresariado, em particular o nacional, tem aderido com muita timidez, o que coloca questões relacionadas  com o empreendedorismo”.
Para a governante, a inovação e a aposta no ecoturismo podem não só ajudar a juventude, mas, também,  o crescimento de indústrias que podem ser partilhadas em outras experiências, como, por exemplo, na produção do sabão artesanal.
Relativamente ao funcionamento dos parques nacionais, disse que o Ministério do Ambiente está empenhado no reforço dos fiscais. Sublinhou que recentemente foi aprovada a Unidade de Criação dos Parques, que inclui a inserção e capacitação de ex-militares para o reforço da fiscalização, não só nas áreas de conservação, mas, também,  nos Serviços Nacionais de Fiscalização Ambiental.
Paula Francisco disse, por outro lado, que o Ministério do Ambiente confirma a existência de 60 Palancas Negras dentro do Santuário e assegurou dar continuidade ao programa de recuperação de animais. “Temos incentivado os parceiros do ambiente a continuarem com os seus estudos e levantamento sobre o habitat em particular da Palanca”.
No que concernente à venda ambulante de animais selvagens, a ministra do Ambiente esclareceu que o sector  está a levar a cabo uma campanha  de educação da população, com o propósito de desincentivar tais práticas.
Para a governante, o Estado não só deve punir, mas, também,  educar e ensinar as pessoas de como devem tratar a natureza, desde os animais, plantas e outros elementos da natureza.
Neste particular e segundo ela, estão as questões do saneamento básico, sobretudo a nível da costa marítima, os planos directores e de ordenamento ambiental, entre outras acções.
Quanto ao crescimento do número de obras na orla costeira, a ministra explicou que todo projecto carece de estudos, não só de impacto ambiental, mas, também,  de solos, de ocupação de terrenos, licenciamento e outras  questões.  A exploração de madeira continua a ser também uma preocupação do sector, embora a ministra tenha  reconhecido haver reposição nalguns casos das espécies feitas a partir da semente. Afirmou que já existem alguns viveiros em algumas  províncias do país, mas ainda poucos para desmatamento que foi feito.
Face a esta situação, Paula Francisco apelou às associações para a continuidade da multiplicação das espécies e para que juntas trabalhem para a execução de uma grande campanha  de  reposição da cobertura vegetal.
A ministra do Ambiente reconheceu que os níveis de poluição no país são preocupantes e apelou a todos para que ajudem no restabelecimento de um  meio  ambiente sadio para se viver.
O Dia Nacional do Ambiente, comemorado anualmente a 31 de Janeiro, enquadra-se na Semana Nacional do Ambiental e foi proclamada em 1976.

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