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Parteiras da região sul em formação

Arão Martins | Lubango

A assistência aos partos nos hospitais, centros e postos de saúde nas províncias do Huambo, Cunene, Namibe e Huíla passa a ser feita com mais segurança, com a conclusão, neste final de semana, do quarto curso de especialização de parteiras, na Escola de Formação de Técnicos de Saúde, no Lubango.

Profissionais passam a actuar na área da saúde reprodutiva onde vão prestar assistência especializada às comunidade nos centros de saúde
Fotografia: Arão Martins | Huíla

A médica Ester Gamboa, coordenadora do curso, explicou que a formação durou 18 meses e contou com o apoio de docentes cubanos, no quadro da cooperação existente entre os dois países, no ramo da Saúde.
O curso decorreu com o objectivo de formar profissionais especializados na área da saúde reprodutiva, para prestarem assistência especializada às comunidades nos centros de saúde e maternidades. Ester Gamboa informou que participaram na formação 22 técnicos de saúde, sendo 16 da província da Huíla e os restantes do Cunene, Huambo e Namibe.
A coordenadora do curso disse que a formação dá conhecimentos e competências nas áreas da saúde das adolescentes, consultas pré-natal, partos, recém-nascidos, planeamento familiar, consultas pós-parto, ginecologia e doenças sexualmente transmissíveis, funções de assistência, gestão, ensino e investigação. No quadro geral das políticas traçadas pelo Governo, estão contempladas estratégias de melhoria da situação sanitária das populações, saúde sexual e reprodutiva, como prioridades para o alcance dos Objectivos do Milénio. Ester Gamboa salientou que as parteiras vão reforçar as unidades sanitárias, dando outra qualidade na assistência e garantir um atendimento  mais humanizado. “Esperamos que estas técnicas formadas venham desempenhar com zelo e dedicação as funções profissionais que lhes forem incumbidas”, disse.O director provincial da Saúde em exercício da Huíla, Flávio Hilário, disse que “lutar contra a morte materna é também combater a pobreza” e acrescentou que esses são os desígnios do Executivo. A mortalidade materna em Angola há alguns era considerada como das mais elevadas do mundo, devido à guerra.
Mas desde 2002, as coisas mudaram muito, uma vez que o Executivo, liderado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, começou a trabalhar em medidas que visam a diminuição da mortalidade materna e infantil.

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