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Placas dos painéis solares estão a ser vandalizadas

Arão Martins | Lubango

As placas dos painéis solares que asseguram a captação e distribuição de água potável, colocados nas zonas rurais dos municípios do Lubango, Gambos, Chicomba e Jamba, foram destruídas e furtadas, denunciou o director provincial da Energia e Águas.

Em várias localidades a população volta a ser obrigada a percorrer distâncias em busca de água
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro | Huíla

Abel João da Costa, que prestou a informação na Chibia, no acto de inauguração de furos de captação e distribuição de água, informou que a Polícia já está a trabalhar para a descoberta dos marginais que estão a furtar os painéis solares, de modos a responsabilizá-los.
O director provincial da Huíla  da Energia e Águas indicou os municípios de Caconda, Chicomba, Jamba, Gambos e Lubango como os mais visados e lamentou o facto de a vandalização e roubo dos equipamentos solares estarem a prejudicar a captação e distribuição de água potável à população que vive no meio rural.
Existem na província localidades onde a população, para ter acesso à água potável, tem de percorrer longas distâncias, porque, mesmo por meio de cacimbas, é difícil, e para minimizar a situação o Governo provincial, através da direcção de Energia e Águas e parceiros, realizaram projectos que culminaram com a abertura de sistemas de captação e distribuição, movidos com motores que funcionam com placas solares.
Disse que o Governo fez investimentos, com elevados custos aos cofres do Estado, com a abertura de sistemas de abastecimento simples e adequados às localidades rurais.
“É preciso que a população esteja atenta e seja responsável para que os sistemas durem muito tempo e sirvam as futuras gerações”, defendeu. O responsável informou que o governo fez a catalogação de todas as localidades onde foram abertos os sistemas de captação e distribuição de água potável em benefício da população.
Abel João da Costa considerou a instalação do sistema de energia solar, para assegurar a captação e distribuição de água potável à população, um meio bastante seguro, porque se adapta às realidades locais.
Destacou a necessidade do auxílio da população no trabalho de policiamento e na denúncia de pessoas que roubam as placas solares e bombas de água, sobretudo durante o período nocturno.
 Abel João da Costa informou que a província da Huíla tem uma extensão vasta e o governo não vai repetir a mesma acção nas localidades. Explicou que o programa de instalação de furos de captação e distribuição de água potável à população é contínuo, por estar inserido nas acções destinadas a promover o desenvolvimento sustentável dos municípios, com a aposta em projectos inovadores.
“É compromisso das administrações municipais e do governo continuar a melhorar as condições de vida da população. Na província da Huíla, muitas regiões são locais com dificuldades de água e a população tem que andar bastante e, às vezes, encontram dificuldades no acesso”, reconheceu.
 Outra acção importante, referida por Abel João da Costa, tem a ver com a comparticipação no pagamento do consumo de água no meio rural. Esclareceu que a ideia de comparticipar, embora com um valor módico, é fundamental.
“Embora o sistema de água seja o mais simples e adequado às localidades do meio rural, por trabalharem com motor movido por sistema solar, há materiais que se desgastam, nomeadamente as torneiras e outros equipamentos, que obrigam à sua reposição”, disse.

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