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Plantações de arroz no Planalto Central

António Canepa e Filipe da Silva | Huambo

Especialistas japoneses e angolanos estão a lançar nas províncias do Huambo e Bié a produção de arroz em larga escala. O acontecimento foi assinalado com uma plantação no campo experimental do Instituto de Investigação Agronómica de Angola (IIA), na Chianga.

Especialistas japoneses e angolanos estão a lançar nas províncias do Huambo e Bié a produção de arroz em larga escala. O acontecimento foi assinalado com uma plantação no campo experimental do Instituto de Investigação Agronómica de Angola (IIA), na Chianga, arredores da cidade.
A cerimónia que marcou o início do projecto de revitalização do cultivo do arroz em Angola contou com responsáveis da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), financiadora do programa, o director nacional do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), Marcos Nhunga, o director nacional de Hidráulica, Eduardo Gona, membros do governo do Huambo e técnicos das duas províncias.
O representante da Agência de Cooperação Internacional do Japão em Angola, Hiroshi Sato, disse que, de acordo com a cultura japonesa, a cerimónia de transplantação do arroz é realizada quatro  semanas após a sementeira, marcando o início do cultivo do grão, para a sua produção em grande escala.
Antes do arranque do projecto, deslocaram-se ao Japão oito técnicos angolanos para uma formação de quatro meses, para se especializarem no cultivo do arroz.  Os oito técnicos servem agora como formadores, tendo em conta os objectivos de fortalecer a capacidade da produção, contribuir para a segurança alimentar, reduzir o índice de importação do arroz, aumentar as receitas das comunidades rurais e o engrandecimento da economia angolana. Marcos Nhunga, director do Instituto de Desenvolvimento Agrário garantiu que o projecto de relançamento da produção do arroz tem âmbito nacional mas na primeira fase arranca nas províncias do Huambo e Bié. “O projecto do Executivo, em parceria com o Japão, vai fazer voltar em força a produção do arroz em Angola.
Nesta fase preliminar vamos cultivar arroz nas províncias do Huambo e Bié, para posteriormente estendermos as plantações às províncias quereunirem as condições necessárias para a produção”, garantiu.Marcos Nhunga disse que a qualificação de quadros é a grande prioridade do Executivo para corresponder às expectativas geradas à volta do projecto de cultivo de arroz, a médio e longo prazo. O passo a seguir vai ser a formação de quadros e técnicos das províncias da  Lunda-Sul, Moxico e Uíge. Para o director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Emitério Tiago, o arroz é um dos grãos mais consumidos no mundo e um alimento que fornece 20 por cento de energia e 15 por cento de proteína necessária ao homem. A cultura do arroz é extremamente versátil e segundo especialistas é considerada uma das espécies que apresenta maior potencial para o combate à pobreza no nosso país. “A província do Huambo tem boas condições de solos e clima para o cultivo de arroz em grande escala. Nesta perspectiva o Governo Provincial, através da Direcção Provincial da Agricultura, em colaboração com a estrutura do projecto vai, desde já, identificar terras irrigadas para o cultivo do arroz,”, disse Emitério Tiago
O Governo Provincial do Huambo prometeu apoiar tecnicamente e apoiar o sector familiar, cooperativo e privado que abraçar a produção de arroz na província para que num futuro próximo seja grande produtora do grão.

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