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Plantas comestíveis no Uíge levadas a laboratório alemão

Joaquim Júnior | Uíge

Mais de 100 amostras de plantas comestíveis e de frutos silvestres recolhidos em seis municípios da província do Uíge, por especialistas alemãs, vão ser levados, nos próximos dias, ao laboratório da Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, anunciou, na segunda-feira, a engenheira Cristina Heinze, investigadora botânica.

Fotografia: Edições Novembro

O projecto faz parte de uma série de programas executados pelas autoridades, no âmbito de um acordo assinado há três anos, entre as universidades Kimpa Vita e Técnica de Dresden, na Alemanha, com vista a promover a investigação de plantas, tais como medicinais, vegetais e frutos silvestres comestíveis, muito utilizadas pela população do Uíge, com finalidade de produzir provas sobre valores nutricionais e possibilidades de cultivar em grande escala.
Cristina Heinze, que falava durante uma entrevista ao Jornal de Angola, disse que entre as variedades já recolhidas, constam espécies vulgarmente conhecidas na região, como maboque, macongue, matsuja, mapodia, jinguenga, folhas de ndumbua, nsala -yakala, fumbua, entre outras, num universo de mais de 100, que vão ser testados em laboratório, para descobrir os nomes científicos, o seu valor nutricional, tipos de solos em que se desenvolvem e outros elementos importantes.
“Estamos a fazer o levantamento desde o princípio deste ano, nos municípios de Maquela do Zombo, Ambuíla, Negage, Songo, Milunga e Mucaba. As amostras recolhidas serão levadas à testes laboratoriais, para depois se implementar o cultivo das mesmas plantas no Jardim Botânico da Universidade Kimpa Vita, no Uíge. São plantas que ajudam muito na dieta alimentar, precisamos encontrar as suas propriedades nutricionais e formas de aumentar a produção”, disse. Segundo a engenheira, as espécies em causa estão em vias de extinção, devido as constantes queimadas em savanas e desmatação de florestas.

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